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Por que não jogar resíduos eletrônicos no lixo comum?

22/10/2024

Consumidores do mundo todo são incentivados a coletar produtos elétricos e eletrônicos inutilizados e/ou sem uso e dar a eles uma segunda vida por meio do reparo ou reciclagem adequada. E acima de tudo: parar de jogá-los no lixo doméstico. É o que clamam especialistas em resíduos eletrônicos da Waste Electrical and Electronic Equipment (WEEE) Forum, sediado em Bruxelas.
O Global E-waste Monitor 2024 (Monitor Global de Lixo Eletrônico elaborado por organizações da ONU) aponta que quase um quarto dos resíduos eletrônicos no fim de sua vida útil acabam no lixo doméstico, desperdiçando bilhões de dólares em recursos que poderiam ser reaproveitados.
Os 14 milhões de toneladas de lixo eletrônico descartados com o lixo doméstico comum equivalem ao peso de aproximadamente 24 mil das aeronaves de passageiros mais pesadas do mundo — o suficiente para formar uma fila ininterrupta de aviões gigantes de Londres a Helsinque, de Nova York a Miami, do Cairo a Trípoli ou de Bangkok a Calcutá.
“Pequenos produtos, como celulares, brinquedos, controles remotos, consoles de jogos, fones de ouvido, lâmpadas, telas e monitores, equipamentos de aquecimento e resfriamento e carregadores estão em toda parte. Componentes eletrônicos incorporados até mesmo em roupas agora são onipresentes”,afirma Pascal Leroy, Diretor Geral do Waste Electrical and Electronic Equipment (WEEE) Forum. “Os 844 milhões de cigarros eletrônicos jogados fora em 2022 continham lítio suficiente, por exemplo, para abastecer 15 mil carros elétricos”, completa.
Globalmente, há 108 assinaturas de telefones celulares para cada 100 pessoas. E pesquisas anteriores mostraram que somente as famílias europeias armazenam cerca de 700 milhões de telefones celulares não utilizados ou que não funcionam – uma média de mais de dois por família.
Magdalena Charytanowicz, do Fórum WEEE, acrescenta que “a acumulação é um problema predominantemente em países mais ricos. Em outros lugares, os motivos para manter aparelhos são frequentemente preocupações com dados pessoais ou um desejo de recuperar parte de seu valor.”
Uma pesquisa recente ajudou a explicar por que tantos lares e empresas da União Europeia não levam os aparelhos para reparo ou reciclagem.
Realizada pelos membros do WEEE Forum – entidades sem fins lucrativos que coletam lixo eletrônico de residências e empresas em nome dos fabricantes –, a pesquisa de 2022 mostrou que a residência europeia média contém 74 produtos eletrônicos, como telefones, tablets, laptops, ferramentas elétricas, secadores de cabelo, torradeiras e outros aparelhos (excluindo lâmpadas). A amostra da pesquisa incluiu 8.775 residências em um grupo diversificado de países da União Europeia – Portugal, Holanda, Itália, Romênia e Eslovênia – combinada com uma pesquisa do Reino Unido.
Do total médio de 74 produtos eletrônicos, 13 estavam sendo acumulados (9 deles sem uso, mas funcionando, e 4 quebrados).

Veja quais os principais motivos para o acúmulo e por que reciclar o lixo acessando o CicloVivo

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