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Fogo na Amazônia: 3 soluções possíveis e urgentes

14/11/2023

Ao mesmo tempo em que o desmatamento cai na Amazônia, o bioma contabiliza uma marca assustadora: em outubro, com a seca severa, foram registrados 22.061 focos de queimadas na região. Um aumento de 59% em comparação a outubro de 2022 e 34% acima da média histórica para o mês desde 1998, quando o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) começou a monitorar as queimadas na região.
A seca na Amazônia e o mês de outubro mais quente da história estão conectados ao El Niño e ao aquecimento anormal do Oceano Atlântico, decorrente da emissão acentuada de carbono na atmosfera. Em todos os estados as queimadas aumentaram também em comparação à média histórica desde 1998: 286% em Roraima, 194% no Amazonas, 152% no Acre, 112% no Amapá e 73% no Pará. Apesar do recorde em outubro, no acumulado do ano, entre 1o de janeiro e 7 de novembro, houve queda de 20% em comparação a 2022.
“Neste momento de crise climática que assola a Amazônia com uma seca severa, é urgente reforçar as ações de combate ao fogo e, também, zerar o desmatamento. Além disso, é necessário atuar com ações de proteção contrafogo nas áreas onde a floresta já foi degradada”, declarou Edegar de Oliveira, diretor de Conservação e Restauração do WWF-Brasil.
Esse esforço, segundo Oliveira, é importante para que a floresta amazônica não chegue ao ponto de não retorno. “Com o clima mais seco e temperaturas mais altas, áreas da floresta amazônica estão mais suscetíveis”, ressaltou.
Entre os dias 2 e 5 de novembro, Manaus recebeu a segunda edição do TEDxAmazônia, evento que reuniu 46 palestrantes em uma diversidade de vozes e saberes sobre o bioma, suas possibilidades e desafios. Entre eles, estava a carioca Erika Berenguer, pesquisadora da Universidade Oxford que há 15 anos se dedica a estudar como a ação humana transforma a floresta, com atenção especial para o fogo, suas causas e consequências.
“O fogo não conhece fronteiras e queima áreas que deveriam ser protegidas e conservadas por lei ajudando na mitigação das mudanças climáticas. Estudos mostram que, mesmo 30 anos após o fogo, florestas queimadas ainda apresentam 25% a menos de estoques de carbono do que florestas não queimadas, além, é claro, de uma fauna e de uma flora profundamente modificadas”, alerta a cientista.
Erika subiu ao palco doente, com princípio de pneumonia causada pelo contato direto com a fumaça que há meses está presente não só na floresta, mas também nas áreas urbanas da região amazônica. Em Manaus, a fumaça das queimadas mostrou aos 500 participantes do TEDxAmazônia que o fogo segue queimando o bioma e que é necessário agir agora.
“O desespero pode ser paralisante, mas a verdade é que precisamos fazer alguma coisa, precisamos de ação imediata!”, defende Erika. A boa notícia é que a pesquisadora trouxe na sua fala ações para combater e principalmente prevenir incêndios – soluções possíveis e urgentes.
Antes da falar sobre as soluções para “uma Amazônia à prova de fogo”, a pesquisadora explicou que existem 3 fontes de incêndios na floresta. E que estas fontes, podem se expandir e levar as chamas para além de qualquer fronteira, em especial em anos secos como o de 2023.

Conheça os tipos de fogo da Amazônia e as soluções possíveis e urgentes clicando no CicloVivo

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