
14/11/2023
Um beco estreito do Morro do Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro, ganhou uma cara nova. Isso porque as plantas que Thaline da Mata, 31, recebeu do coletivo Favela Viva trouxeram o verde para mais perto e, até mesmo, para a própria casa. Próximo à sua porta, a moradora vê um abacateiro e outras espécies plantadas pelo projeto, que busca mitigar os efeitos da falta de arborização na favela no bairro do Andaraí.
"Eu aprendi a plantar, a cuidar das plantinhas. Na minha casa, todo mundo tomou esse amor, porque o projeto trouxe esse sentimento para a gente. Antes, o beco era feio, mas, agora, não. É mais verde, tem várias espécies de plantas", conta a moradora.
Com as altas temperaturas no Rio em razão das mudanças climáticas, o Projeto Favela Viva vem tentando mitigar os efeitos da falta de árvores na comunidade. "O projeto mostra aos moradores que não é apenas uma árvore. É um fruto, uma sombra, como abrigo ou proteção para os animais", diz.
A iniciativa busca promover ações socioambientais e conta com 17 voluntários, que já plantaram 42 espécies, como goiabeiras, abacateiros, entre outras nativas da mata atlântica, incluindo o palmito do tipo jussara, que está ameaçado de extinção. A próxima espécie que o grupo deseja plantar é o pau-brasil.
Segundo Ronaldo Rozendo, cofundador do projeto e mestrando em Geografia pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a ideia é plantar espécies da mata atlântica para conservar o bioma no ambiente da favela.
Termine de ler essa reportagem acessando a Folha de S. Paulo
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