UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Derretimento de plataformas de gelo da Groenlândia representa grande risco, mostra estudo

09/11/2023

As plataformas de gelo flutuantes do norte da Groenlândia perderam um terço de seu volume nas últimas quatro décadas, mostra um estudo publicado nesta terça-feira (7). Esse quadro pode gerar um aumento "dramático" do nível do mar, segundo os autores da pesquisa.
Essas plataformas flutuantes desempenham um papel crucial na regulação do fluxo de gelo das geleiras da região para o oceano. Essas geleiras contêm gelo suficiente para elevar o nível do mar em 2,1 metros.
Desde 1978, essas plataformas perderam mais de 35% de seu volume total, e três delas colapsaram por completo, segundo o estudo.
Por causa do aquecimento global alimentado pelo uso de combustíveis fósseis, as plataformas de gelo são "extremamente vulneráveis" a um maior retrocesso e podem estar até mesmo fadadas ao colapso, de acordo com o estudo publicado na Nature Communications.
"Isso pode ter consequências dramáticas em termos de aumento do nível do mar", disseram os autores.
O derretimento das plataformas de gelo em si não contribui para o aumento do nível do mar, uma vez que elas já estão na água. Mas elas funcionam como represas que regulam a descarga de gelo no oceano. Se essas barreiras naturais se desintegrarem, as geleiras podem acabar despejando mais gelo nos oceanos.
No passado, as geleiras dessa região foram consideradas estáveis pelos cientistas, ao contrário de outras partes da camada de gelo da Groenlândia, que começou a se fragilizar em meados da década de 1980.
Os autores do estudo descobriram, no entanto, que as geleiras começaram a descarregar gelo em resposta ao enfraquecimento das plataformas, que vêm derretendo em sua parte inferior, devido ao aquecimento dos oceanos.
"Identificamos um aumento muito significativo no derretimento desde a década de 2000, que corresponde claramente a um aumento nas temperaturas dos oceanos nesta área durante esse período", disse o autor principal, Romain Millan, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, em francês).
Os pesquisadores, de Dinamarca, França e Estados Unidos, usaram milhares de imagens de satélite combinadas com medições de campo e com modelos climáticos para reconstruir a natureza das geleiras flutuantes.
As geleiras do norte da Groenlândia começaram a desestabilizar somente nos últimos 20 anos, o que significa que se perdeu mais gelo do que se ganhou. A camada de gelo da Groenlândia responde hoje por, aproximadamente, 17% do aumento do nível do mar observado de 2006 a 2018.

Fonte: Folha de S. Paulo

Novidades

Nova espécie de felino é descoberta em florestas da Bolívia

01/10/2026

Uma nova espécie de felino selvagem foi identificada nas florestas montanhosas da Bolívia, na região...

Elefantes conseguem pensar antes de agir, mostra estudo

01/10/2026

Elefantes conseguem pensar antes de agir e resistir a comportamentos impulsivos, revela uma nova pes...

Por que o Japão tem tão poucas lixeiras e, ainda assim, mantém suas ruas limpas

01/10/2026

Se você passar um dia andando por Tóquio, é possível que acabe carregando um copo de café vazio, a e...

Gigante e gentil, Backpack é eleito urso mais gordo do Alasca

01/10/2026

O urso Backpack, conhecido por seu comportamento tranquilo, foi eleito o campeão da Fat Bear Week (S...

Tubarão encalhado na Coreia do Sul atrai 600 mil visitantes, e tentativa de resgate fracassa

01/10/2026

Um tubarão encalhado em um canal na cidade de Busan, na Coreia do Sul, tornou-se a mais recente atra...