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Abelhas sem ferrão podem melhorar produção de morango

28/09/2023

Cálcio, Potássio, Ferro, Selênio e Magnésio. Estes são os principais minerais encontrados no morango, segundo o CEASA do Ceará. Consumida em várias partes do mundo, seja in natura ou em preparações, esta fruta pode ter seu cultivo aperfeiçoado quando o plantio é combinado com o uso de abelhas sem ferrão.
Os benefícios da união de plantio de morangos com abelhas foram descobertos pelas engenheiras agrônomas Priscila Miranda e Zilda Cristina. A dupla realizou uma pesquisa em Barra do Choça, na Bahia, sob orientação de Raquel Pérez e Aldenise Alves, após identificarem a ausência de estudos do tipo.
“As avaliações dos benefícios promovidos pelas visitas de abelhas sem ferrão são frequentes, pois elas costumam ser encontradas nas flores de culturas agrícolas facilmente manejadas e possuem baixa ou nenhuma agressividade. Porém, há uma escassez de estudos em propriedades comerciais em campo aberto, sem estufas”, diz Priscila.
A importância de buscar melhorias na cadeia produtiva de morango no Brasil é inegável, uma vez que o país, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é o líder de produção na América do Sul. Além disso, o Brasil ocupa a 17ª posição entre os maiores produtores de morango no ranking da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
O cultivo brasileiro de morangos abrange uma área de 5,3 mil hectares – equivalente a cinco mil campos de futebol – e uma produção anual de 200 mil toneladas, segundo dados reunidos pela Embrapa, com organizações estaduais.
De acordo com Priscila, os morangos foram avaliados em dois momentos. Primeiro, em condição natural de plantio, depois com a introdução das abelhas das espécies conhecidas como Iraí e Jataí.
“Tudo indica que a cultura do morango se beneficia com o serviço ecossistêmico prestado pelas abelhas Iraí e Jataí, o que possibilita a recomendação de manejo destas duas espécies de abelhas sem ferrão para suplementação da polinização em áreas de cultivo aberto, que possam apresentar algum déficit de polinização, bem como a melhor estação do ano que possa se beneficiar com os serviços das abelhas”.
O projeto conta com o apoio da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), do Programa de Pós-Graduação em Agronomia, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Sítio Muritiba, sob comando da produtora Solange Gomes.
Priscila explica que o próximo passo da pesquisa é divulgar as conclusões do trabalho. “Tornar os resultados acessíveis aos produtores, pesquisadores e técnicos, através de publicações de artigos científicos, manuais técnicos e palestras, demonstrando os impactos dos polinizadores sobre a qualidade dos frutos. Isso pode auxiliar em pesquisas futuras como, por exemplo, nos trabalhos de melhoramento genético”.

Fonte: CicloVivo

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