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Furacão Idalia ganhou força na Flórida por causa das águas quentes do oceano

31/08/2023

Um dos mais fortes dos últimos anos, o furacão Idalia, que chegou à Flórida nesta quarta-feira (30), começou como uma tempestade, mas, segundo a meteorologia, ganhou força nas últimas 12 horas por causa das águas quentes do oceano próximo ao estado norte-americano.
🌪️ Em uma escala de um a cinco, o Idalia atingiu a categoria quatro nesta madrugada ao avançar sobre o oceano. Ao chegar à costa da Flórida, no entanto, ele desceu para a categoria três, mas a sua intensidade não foi afetada.
🚨 Os ventos seguem na mesma velocidade, de cerca de 200 quilômetros por hora. Milhares de pessoas foram retiradas de suas casas e outras 14 milhões estão em alerta. Ao longo do dia, conforme for seguindo, o furacão deve perder força.
Segundo Giovani Dolif, meteorologista do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa do Ministério de Ciência e Tecnologia brasileiro, o Idalia vinha como uma tempestade, mas o calor do oceano o transformou em um furacão.
Ele começou em Honduras no dia 24 de agosto e veio subindo o mapa. Quando chegou perto da Flórida, ganhou muita força. Isso acontece por causa das águas quentes do oceano, que naquela região estão em 32°C. Esse calor todo foi transformado em energia, o que deu a ele força suficiente para se transformar em um furacão. — Giovani Dolif
O oceano é o grande armazenador de calor em nosso planeta, concentrando cerca de 90% de todo o calor da Terra. A sequência de temperaturas acima da média que estamos vivendo explica os oceanos mais quentes.
Neste ano, registramos recordes de calor e de gás carbônico na atmosfera. Segundo a classificação da Organização das Nações Unidas (ONU), estamos vivendo uma "era de fervura global".
🌍 O excesso de gases que vão além da capacidade do meio ambiente absorver, deixa a Terra mais quente e, consequentemente, os oceanos também.
Dolif explica que isso ocorre porque as águas estão 3°C mais quentes do que a média, o que faz com que os fenômenos tenham ainda mais força do que teriam.
Esse é um impacto das mudanças climáticas. Essa alta na temperatura aumenta a quantidade de vapor e energia e faz com que tempestades se transformem em furacões intensos, como o que estamos vendo. — Giovani Dolif, meteorologista do Cemaden
Segundo o governo da Flórida, esse é um dos furacões mais fortes dos últimos anos. O governo pediu que os moradores da região Oeste, como a cidade de Tampa, deixassem suas casas.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), informou que os ventos chegavam a 201 km/h e podem alcançar 209 km/h.
A previsão é que, além da ventania, os moradores enfrentem inundações. A ressaca do mar com a intensidade do vento pode causar inundações costeiras.
O governador do estado norte-americano, Ron De Santis, alertou: "Não se arrisquem nem se metam com esse furacão".

Fonte: g1

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