
03/08/2023
Com uma área ocupada de mais de 14,7 mil hectares, o equivalente a mais de 14 mil campos de futebol, as florestas de mangue do estado do Rio de Janeiro estocam um total de 6,88 milhões de toneladas de carbono. É o que revela um estudo realizado pela Enauta, em parceria com Núcleo de Estudos em Manguezais (NEMA) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Em valor monetário, o estoque contido nas áreas naturais de mangue do Rio somaria mais de meio bilhão de reais.
Liderado pelo professor Mário Soares, coordenador do NEMA, com a participação de 18 pesquisadores, o projeto avaliou a contribuição das florestas de mangue do estado para a mitigação do aquecimento global. Em dois anos, os pesquisadores contabilizaram de maneira minuciosa a quantidade de carbono estocada em todas as florestas de mangue do estado, além de analisarem o papel das unidades de conservação costeiras em conter o processo de degradação dos manguezais fluminenses e, por conseguinte, na retenção de carbono.
Ao todo, cinco Sistemas Costeiros onde se encontram as principais florestas de mangue foram analisados. São eles: Baía da Ilha Grande, Baía de Sepetiba, Baía de Guanabara, Baixada de Jacarepaguá e Baixada Norte Fluminense. O estudo quantificou o carbono associado às árvores de mangue, incluindo suas raízes e associado ao solo do ecossistema. Esta é a primeira vez que um estudo deste tipo é realizado para a totalidade dos manguezais de um estado no Brasil.
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