UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Julho de 2023 deve ser o mês mais quente já registrado, apontam OMM e observatório europeu

01/08/2023

Um comunicado divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) na quinta-feira (27) aponta que o atual mês de julho está a caminho de se tornar o mês mais quente de toda a série histórica de medições.
A afirmação tem como base os dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), um observatório financiado pela União Europeia.
O Copernicus já verificou que as três primeiras semanas deste mês registraram uma temperatura média global acima de qualquer outro período equivalente já monitorado desde 1940.
No começo deste mês, o Copernicus declarou junho como o mês mais quente a nível global, um pouco mais de 0.5°C acima da média de 1991-2020, o que superou por ampla margem o recorde anterior de 2019.
As análises corroboram projeção da Nasa para o atual mês. A agência espacial americana prevê temperaturas ainda mais elevadas em 2024, quando o atual fenômeno El Niño deve atingir seu pico.
"As emissões antropogênicas (causadas pelo homem) são, em última análise, o principal impulsionador desse aumento de temperatura. O recorde de julho provavelmente não será um caso isolado este ano", afirma Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S).
Segundo dados do Copernicus (veja gráfico abaixo), o mês de julho atual responde por 21 dos 30 dias com a maior média global de temperatura do ar. Os valores recordes oscilam entre 16.8°C e se aproximam de 17.1°C.
Em 6 de julho, a temperatura média global do ar foi de 17.08°C, ultrapassando a maior marca registrada anteriormente, em agosto de 2016, de 16.8°C.
O secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, afirmou em nota que o impacto das condições climáticas extremas sobre milhões de pessoas, como foi visto em julho, é "infelizmente a dura realidade das mudanças climáticas e uma amostra do futuro".
"A necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa é mais urgente do que nunca. A ação climática não é um luxo, mas uma necessidade." - Petteri Taalas, secretário-geral da OMM
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê que existe 98% de probabilidade de que pelo menos um dos próximos seja o mais quente já registrado e 66% de chance de exceder temporariamente 1,5°C acima da média de 1850-1900.
"Isso não significa que excederemos permanentemente o nível de 1,5°C especificado no Acordo de Paris, que se refere ao aquecimento de longo prazo ao longo de muitos anos", afirma a OMM.
Desde abril, a temperatura média global da superfície do mar tem sido significativamente acima dos valores observados anteriormente para esta época do ano, contribuindo para o julho excepcionalmente quente.
Em 19 de julho, o valor diário atingiu 20,94°C, apenas 0,01°C abaixo do valor mais alto registrado em 29 de março de 2016 (20,95°C).

A reportagem na íntegra pode ser lida no g1

Novidades

Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano

01/10/2026

O Rio de Janeiro aparece entre as cidades com maior exposição ao ozônio próximo ao solo em 2026, seg...

Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados

01/10/2026

Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíd...

Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

01/10/2026

Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultra...

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

01/10/2026

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-n...