
01/08/2023
Uma baleia franca, acompanhada pelo filhote, chamou a atenção de quem passava em frente à avenida Niemeyer, que liga o Leblon a São Conrado, na Zona Sul do Rio, pouco antes das 17h de ontem. Os avistamentos dessa espécie são mais comuns na região Sul do Brasil, principalmente na região de Santa Catarina.
— No passado havia muitas baleias franca na região da Baía de Guanabara, mas foi muito caçada e quase dizimada mesmo. O fato de voltarmos a ver essa espécie aqui chega a dar uma esperança, é sinal de que, de alguma forma, a população está recuperando as áreas antigas onde vivia e isso e muito positivo — analisa o biólogo marinho Guilherme Maricato.
O reaparecimento de dois indivíduos da espécie, no entanto, não significa que as baleias franca voltarão a ocupar a região como antigamente.
— É difícil dizer isso, até porque o rio mudou muito nesses anos, há mais navios trafegando e mais poluição também — diz Maricato.
Na nossa região, a predominâcia é da baleia franca austral — há também a franca do norte, com populações bastante reduzidas, e as do pacífico, predominante na costa da Ásia. Elas têm hábitos costeiros e preferem enseadas. São animais considerados “tranquilos” e isso acabou sendo determinante para que fossem alvo preferencial da pesca predatória.
A baleia franca atinge comprimentos semelhantes à juberta, em média de 12 a 14 metros podendo chegar a 16 metros, mas são mais pesadas podendo atingir entre 60 e 80 toneladas, contra 40 toneladas das jubarte.
Fonte: Extra
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