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Publicitária faz clique raríssimo de inseto rosa no RJ: ‘Parece inteligência artificial’

27/07/2023

Inteligência artificial? Divulgação do filme da Barbie? Nada disso. A publicitária Fernanda Fagundes, de 31 anos, fez o registro raro de uma esperança rosa no jardim de casa, em Maricá (RJ).
“Ele é tão rosa que parece inteligência artificial. Mas, não é não. Eu realmente tirei essa foto”, brincou Fernanda, em conversa com o g1. Ela contou que descobriu o inseto durante a comemoração de seu aniversário, na casa da família.
“A casa fica num lugar mais afastado da cidade, com muito mato e estrada de terra. Eu estava com o meu namorado e perguntei se ele não ia me dar nem uma flor de aniversário. Ele foi pegar no jardim, mas ele tem muito medo de bicho e só viu o inseto quando puxou a flor”, contou Fernanda.
“O inseto ficou parado em cima da flor. Eu vi que parecia uma esperança ou um gafanhoto, mas era rosa. Eu tirei foto na hora e filmei. O bicho ficou paradinho. Os meus pais já têm essa casa há uns 40 anos. A gente já viu de tudo quanto é inseto lá, mas esse foi inédito”, completou.
A coloração forte chamou a atenção inclusive de biólogos especialistas no assunto. O entomólogo e mestre em biodiversidade Marcos Fianco afirmou que a cor rosa é muito rara e aparece devido a uma mutação genética.
Essa mutação é conhecida como eritrismo. Os insetos verdes com o eritrismo ficam com a coloração ausente. Além disso, vai ter a produção excessiva de outros pigmentos e, neste caso, foi a coloração rosa”, afirmou Fianco.
“Essa esperança não é comum no Brasil. Temos pouquíssimos registros por aqui. Na verdade, nós temos registros na internet. E, pelo que eu sei, não temos nenhum registro de forma acadêmica sobre essa espécie”, completou.
O especialista afirma ainda que o inseto registrado é do gênero Phylloptera e não está na fase adulta.
“Com essa foto, a gente percebe que esse indivíduo não é adulto. A gente costuma chamar de ‘ninfa’. As asas dele são reduzidas, são bem curtinhas. Quando o indivíduo está adulto, ele tem asas bem longas que a gente não consegue ver o abdômen dele”, disse ao g1.
“Não existe nenhuma possibilidade de ter migrado de outra região para o Brasil. Ele é de um gênero chamado Phylloptera, que é aqui da América do Sul mesmo”.

Fonte: g1

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