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Plástico biodegradável e reciclável é feito de espirulina

18/07/2023

A espirulina, também conhecida como alga-azul, é uma cianobactéria extremamente rica em nutrientes que já foi avaliada pela NASA como opção para a alimentação de astronautas em suas temporadas no espaço. Para quem está aqui no planeta Terra, ela pode ser incluída na alimentação, ajudando a manter a saúde em dia. Além disso, ela também pode ajudar a resolver o problema da poluição plástica, sendo usada para fabricar bioplasticos.
A descoberta foi feita por um grupo de pesquisadores, liderados por cientistas da Universidade de Washington. O bioplastico de se degrada de forma natural e relativamente rápida – ao contrário dos plásticos tradicionais, que não se biodegradam, ou de outros tipos de bioplasticos, que precisam ser processados ​​em instalações comerciais.
“O bioplastico que desenvolvemos, usando apenas espirulina, não só têm um perfil de degradação semelhante aos resíduos orgânicos, como é, em média, 10 vezes mais forte e mais rígido do que os bioplasticos de espirulina relatados anteriormente”, garante Eleftheria Roumeli, autora sênior e professora assistente de ciência e engenharia de materiais da Universidade de Washington. “Essas propriedades abrem novas possibilidades para a aplicação prática de plásticos à base de espirulina em vários setores, incluindo embalagens de alimentos descartáveis ​​ou plásticos domésticos, como garrafas ou bandejas”.
De acordo com a professora, a motivação da equipe era produzir um material que se degradasse em quintais, não apenas em condições específicas. Além disso, a produção do bioplástico precisaria ser escalável e gerar um produto reciclável.
O estudo, “Fabricação de Bioplásticos Fortes e Rígidos a partir de Células Inteiras de Spirulina”, foi publicado na revista Advanced Functional Materials.
Para o estudo, os pesquisadores moldaram o pó de spirulina em uma infinidade de formas usando calor e pressão, da mesma forma que os plásticos convencionais são processados ​​e criados. As propriedades mecânicas dos plásticos de espirulina são semelhantes aos plásticos descartáveis ​​derivados do petróleo.
Os cientistas escolheram a espirulina para seus bioplasticos porque ela já está sendo usada para cosméticos e alimentos e pode ser cultivada em larga escala. À medida que crescem, as células de espirulina também sequestram dióxido de carbono, o que significa que, como matéria-prima para plásticos, a espirulina não é apenas neutra em carbono, mas tem o potencial de ser negativa em carbono. “A espirulina também possui propriedades únicas de resistência ao fogo”, explica Hareesh Iyer, principal autor do estudo e doutorando em ciência e engenharia de materiais da Universidade de Washington.
“Quando exposto ao fogo, ele se auto-extingue instantaneamente, ao contrário de muitos plásticos tradicionais que entram em combustão ou derretem. Esta característica de resistência ao fogo torna os plásticos à base de espirulina vantajosos para aplicações onde os plásticos tradicionais podem não ser adequados devido à sua inflamabilidade. Um exemplo pode ser os racks de plástico em data centers, porque os sistemas usados ​​para manter os servidores resfriados podem ficar muito quentes”, completa Hareesh.

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