
22/06/2023
Neste período ainda chuvoso em Macapá, traz além de transtornos como alagamentos, dificuldades de locomoção pela cidade, traz proliferação de alguns “bichinhos” indesejáveis. É o caso dos caracóis africanos, também chamados de “caracóis gigantes”, que começaram a invadir quintais das casas de amapaenses e ambientes públicos que estão abandonados ou sem manutenção de limpeza.
A Achatina fulica, nome científico do molusco terrestre, são originários da região Centro Norte da África e não têm predadores naturais no Brasil. Pela cidade de Macapá, o caracol pode ser visto em maior quantidade no período chuvoso, em que da terra encharcada eles emergem do solo e aumentam a reprodução.
Os caracóis se alimentam de qualquer tipo de material orgânico, como restos de comida, fezes, plantas e lixo em geral. Por isso, higienizar adequadamente alimentos que são consumidos crus para evitar possíveis contaminações, além de limpar os ambientes, quintais e jardins é essencial para impedir a proliferação destes animais.
De acordo com a bióloga Tatiane Barbosa, a espécie foi trazida para a região sul do país, na década de 80 para ser utilizada como iguaria, já que algumas pessoas apreciam o escargot. A ideia inicial era produzir numa escala maior mas para o paladar do brasileiro, não foi a melhor escolha.
“Aqui em Macapá nós tivemos o primeiro registro por volta de 2008, e uma publicação científica a respeito da situação em 2012. E esta não é a proliferação mais intensa dos moluscos terrestres. A ocorrência de achatina fulica já aconteceu tanto em Macapá quanto em Santana. Atualmente" não observamos as piores infestações”, ressaltou.
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