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Como podemos nos engajar na luta contra a seca no Brasil?

22/06/2023

Em junho, no dia 17, celebramos o Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação, que nos lembra da importância de enfrentar um dos desafios mais urgentes do nosso tempo: a degradação do solo e a escassez de água. Nessa luta, não só governos, mas também as empresas têm um papel fundamental a desempenhar, utilizando sua influência e recursos para promover práticas sustentáveis e combater a desertificação.
Embora seja verdade que há empresas que tenham contribuído para a degradação ambiental, existem também aquelas que se destacam por suas ações positivas. Um exemplo inspirador é a empresa brasileira de cosméticos Natura, que desenvolveu o programa “Amazônia Viva”. Esse projeto tem como objetivo valorizar a biodiversidade da região amazônica, envolvendo a comunidade local e promovendo a conservação do solo. Por meio de parcerias com agricultores familiares, a Natura implementa técnicas de agricultura sustentável, reflorestamento e restauração de áreas degradadas, contribuindo para a preservação da floresta e a luta contra a desertificação.
No entanto, mesmo com iniciativas positivas como essas, o Brasil enfrenta sérios problemas relacionados à desertificação e à seca. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, aproximadamente 15% do território brasileiro está ameaçado pela desertificação. Os biomas mais afetados são a Caatinga, o Cerrado e a região semiárida do Nordeste. A degradação do solo nessas áreas é resultado da combinação de fatores como o desmatamento, a agricultura não sustentável, o uso intensivo de água e as mudanças climáticas.
Os impactos da seca, principalmente na região nordeste do Brasil, são alarmantes. A escassez de água compromete a segurança alimentar, prejudica a saúde da população, provoca migrações forçadas, afeta a economia local e amplia as desigualdades sociais. Além disso, a seca está diretamente relacionada ao aquecimento global, um fenômeno que agrava a frequência e a intensidade dos períodos de estiagem.
Diante dessas complicações, é fundamental que as empresas assumam sua responsabilidade e se engajem na luta contra a desertificação e a seca. Isso pode ser feito por meio da implementação de práticas sustentáveis em suas cadeias de produção, do investimento em tecnologias de conservação do solo e do uso eficiente da água, além do apoio a projetos de reflorestamento e restauração de áreas degradadas.
No entanto, não basta apenas iniciativas privadas agirem isoladamente. É necessário um esforço conjunto envolvendo organizações civis, governos e sociedade como um todo. A conscientização, a educação ambiental e o incentivo a políticas públicas eficientes são medidas essenciais para combater a desertificação e a seca de forma abrangente e efetiva.
Um exemplo de ação realizada por uma organização civil é o CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste). A iniciativa tem entre suas atividades a restauração florestal na Chapada do Araripe, na caatinga de estados nordestinos e tem parte de seu financiamento financiamento realizado pela plataforma da socialtech catarinense Doare.
Além dos plantios com semeadura direta, também foram realizadas intervenções com condução da regeneração natural, plantio de mudas e implementação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Já foram trabalhadas áreas pertencentes a cinco municípios diferentes entre Pernambuco, Piauí e Ceará.

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