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A impressionante foto que mudou a percepção mundial sobre a crise do plástico

15/06/2023

Quando o fotógrafo americano Chris Jordan pisou pela primeira vez no Atol de Midway – uma estreita faixa de terra no meio do Oceano Pacífico – em setembro de 2009, para documentar os "assustadores" níveis de lixo nos oceanos, ele não imaginava que a imagem marcante de um filhote de albatroz morto iria viralizar e mudar a reação do mundo à crise do plástico.
Depois de produzir algumas imagens de grandes pilhas de lixo, Jordan procurava uma forma diferente de destacar a escala do excesso de consumo do plástico.
Depois que soube de uma ilha a 2.100 km a noroeste de Honolulu, no Havaí, coberta por milhares de aves mortas, todas com seus estômagos cheios de produtos de plástico do dia a dia, como tampas de garrafas e escovas de dentes, ele diz que sentiu "imediatamente o impulso magnético de ir até lá".
Ele estava decidido a "encontrar uma forma de fotografar [essas aves] que comprovasse a profundidade daquela tragédia ambiental".
Jordan não foi o primeiro fotógrafo a capturar o impacto da crise do plástico sobre a população de albatrozes de Midway.
A primeira foto conhecida foi tirada por pesquisadores americanos em 1966 e publicada em 1969, segundo o biólogo Wayne Sentman, presidente do conselho da organização Friends of Midway Atoll ("Amigos do Atol de Midway").
A ingestão de plástico é provavelmente a causa dos "piores destinos" dos filhotes de albatroz.
Seus fragmentos podem perfurar a parede intestinal das aves ou causar desidratação. E os metais pesados e outras substâncias podem se dissolver em concentrações que podem ser mortais para as aves, segundo Sentman.
Jordan conhecia as fotos anteriores tiradas em Midway, mas tentou dar uma dimensão mais emocional às suas imagens. Ele compara a composição das fotografias das aves mortas com um "ritual fúnebre".
"Quando arrumamos objetos sagrados sobre um altar, fazemos de forma natural, com simetria e equilíbrio, e podemos passar muito tempo até que tudo se encaixe", explica Jordan.
Ele decidiu usar um difusor – um material branco estendido por uma moldura que dispersa a luz brilhante – para gerar uma iluminação mais suave "que ajuda a criar a sensação de uma fotografia um pouco mais profunda".
Quando Jordan voltou para Seattle, nos Estados Unidos, ele achou que havia encerrado seu projeto. "Eu me despedi da ilha e fui para casa, processei as imagens e as publiquei", ele conta.
Ele não esperava que suas imagens "viralizassem", muito antes da era das redes sociais. Suas fotos rapidamente começaram a aparecer em revistas e jornais de todo o mundo.
"Elas meio que apareceram em toda parte, todas de uma vez", relembra ele.

A reportagem pode ser lida por completo no g1

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