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El Niño chegou: dúvida agora é se teremos ´Super El Niño´ com calor até 2,5°C acima da média

13/06/2023

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) declarou nesta quinta-feira (8) que as condições para a formação do fenômeno El Niño estão oficialmente confirmadas.
A ocorrência do evento de variação climática já era amplamente esperada. Há expectativa de especialistas de que ele possa até mesmo se configurar como um Super El Niño.
A confirmação de que o "El Niño" está entre nós foi divulgada por Emily Becker, uma cientista do clima e comunicadora da NOAA. Segundo ela, "as chances dele se tornar um evento forte em seu pico são de 56%, enquanto as chances de termos pelo menos um evento moderado são de aproximadamente 84%".
"Embora as condições do El Niño tenham se desenvolvido, ainda há uma pequena chance (4-7%) de que as coisas desapareçam. Claramente, achamos que isso é improvável, mas não é impossível", afirmou Emily Becker.
Já a cientista do clima Michelle L´Heureux, chefe do escritório de previsão de El Niño da NOAA, disse que o fenômeno se formou 2 meses antes da maioria dos outros El Ninõs e que ainda há chances de o evento crescer. As estimativas indicam que há 25% de chance de termos um Super El Niño.
O El Niño é um dos fatores que pode influenciar na previsão de recordes de temperaturas nos próximos quatro anos. De acordo com a Organização Mundial Meteorológica (OMM), há uma probabilidade de 66% de a média anual de aquecimento ultrapassar 1,5°C entre 2023 e 2027.
Mas o que é o El Niño? Qual a sua diferença para o La Niña? Os dois fenômenos determinam mudanças nos padrões de transporte de umidade e, portanto, variações na distribuição das chuvas em algumas partes do mundo — inclusive o Brasil.
Segundo o International Research Institute for Climate and Society, os dois fenômenos, El Niño (EN) e La Niña (LN), tem as seguintes características:

➠ tendem a se desenvolver entre abril e junho
➠ atingem o pico entre outubro e fevereiro
➠ duram entre 9 e 12 meses,
➠ podem persistir por até aproximadamente 2 anos
➠ recorrem em intervalos de 2 a 7 anos

Esta reportagem pode ser lida por completo no g1

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