UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Embalagens de lixo internacional de quase 20 países são recolhidas em praia paradisíaca na Bahia; organização cataloga resíduos

06/06/2023

Mais de 500 embalagens de lixo internacional de quase 20 países foram recolhidas na praia paradisíaca de Imbassaí, na cidade de Mata de São João, que fica na Região Metropolitana de Salvador, no mês de abril. Os resíduos tem sido recolhidos pelo projeto "Imbassaí natural".
A situação tem preocupado moradores e educadores ambientais como o uruguaio Mathias Ferreira, que atua na limpeza da praia e tem recolhido e catalogado o lixo.
“Eu saio todo dia, voluntariamente, para retirar os resíduos da praia de Imbassaí. Faço a coleta diariamente e retiro os sacos de resíduos”, contou o morador.
A atuação de Mathias Ferreira não é de agora. Ele já recolheu lixos no litoral de vários estados brasileiros. Além da limpeza diária, em alguns finais de semana, ele ainda busca pessoas para ajudar em mutirões.
“A maioria dos resíduos que eu encontro são garrafas pet, embalagens de shampoo e de alimentos enlatados. Aqui na praia eu já encontrei algo muito inusitado, que foi uma pérola roxa feita de plástico”, disse o uruguaio.
O educador ambiental procurou o apoio da Organização Não Governamental (ONG) Ecomov, que atua em São Paulo, para solucionar a questão do lixo internacional.
O objetivo de Mathias Ferreira e do grupo ambiental é abrir uma petição no Ministério Público da Bahia (MP-BA) e solucionar o caso.
“São embalagens de 18 países, a maioria da China. Calculo eu que seja pelo tráfego de navios que temos com o porto de Salvador”, explicou.
O educador ambiental explica que os resíduos são jogados no mar, por pessoas que frequentam os navios.
“Eu asseguro que esses resíduos vêm dos navios. Os lixos não têm limites políticos e fronteiras, eles andam livres pelos oceanos”.
Mathias Ferreira, além de fazer a limpeza das praias, olha as passagens dos navios de longe. As embarcações costumam passar por Imbassaí nas primeiras horas do dia e nos finais da tarde.
“Tiramos meia tonelada no mês de abril. Estamos calculando entre 400 materiais recicláveis”, apontou o trabalhador.
O material recolhido por Mathias será levado para análise na Universidade Federal da Bahia (Ufba). Já as tampinhas das garrafas são retiradas e usadas para criação de pranchas pequenas de handsurf.
“É uma forma que consigo reutilizar esse lixo internacional”.
O uruguaio desembarcou no Brasil quando tinha 18 anos. No país, já viveu na rua, conseguiu um trabalho e voltou ao Uruguai durante a pandemia da Covid-19 após perder o emprego.
“Resolvi voltar andando, com uma máscara de gás da Segunda Guerra Mundial, fazendo um protesto artístico, levando uma revolução de consciência”.
Depois de chegar no país onde nasceu, retornou ao Maranhão, limpando o litoral dos dois países.
Ao g1, o coordenador da ONG Ecologia em Movimento (Ecomov) Rodrigo Brandão Azambuja, explicou que o grupo tem um trabalho em São Paulo, sobre a questão do lixo internacional, com parceria com o Ministério Público (MP-SP) e a Fundação Florestal.

A reportagem na íntegra pode ser lida no g1

Novidades

Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano

01/10/2026

O Rio de Janeiro aparece entre as cidades com maior exposição ao ozônio próximo ao solo em 2026, seg...

Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados

01/10/2026

Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíd...

Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

01/10/2026

Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultra...

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

01/10/2026

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-n...