UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Aumento de casos de ameba ´comedora de cérebro´ nos EUA está ligado a mudanças climáticas

30/05/2023

Conhecida como "comedora de cérebro", a ameba Naegleria fowleri foi apontada como uma ameaça aos estados do norte dos Estados Unidos por conta de mudanças no clima. A informação consta em um novo estudo publicado, em maio, no jornal científico "Ohio Journal of Public Health". Este parasita de água doce pode causar uma infecção no cérebro conhecida como meningoencefalite amebiana primária (PAM). Rara, a condição não possui nenhum tratamento eficaz conhecido até hoje.
A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade de Mount Union, no estado americano de Ohio, foi desenvolvida em parceria com a iniciativa Jonas Scholar. Na publicação, os estudiosos alegam que as alterações climáticas em questão são resultado de anos de destruição do meio ambiente e de recursos naturais.
"Historicamente, os casos de infecção pela Naegleria fowleri nos Estados Unidos são conhecidos nos estados do sul, mas dados recentes indicam maior incidência, desde 2010, em estados do norte, como Minnesota, Indiana e Missouri. A incidência da infeção é historicamente rara, já que, de 1962 a 2015, 138 casos foram reportados no país, com uma variação de zero a oito registros por ano. Os pacientes são predominantemente homens (76%) e com idade igual ou menor de 18 anos (83%)", descreve o material.
A parte norte dos EUA é marcada por temperaturas mais baixas do que o restante do país. Por conta do aquecimento global, esses lugares têm se tonado mais quentes. Esse fator torna o ambiente mais favorável ao desenvolvimento da Naegleria fowleri. Até pouco tempo, não havia registros da ameba nessa região.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a infecção mata mais de 97% das pessoas que a contraem. Dos 154 indivíduos infectados conhecidos nos Estados Unidos, de 1962 a 2021, apenas quatro pacientes confirmados sobreviveram à infecção.
O CDC disse ainda que a ameba normalmente vive em corpos quentes de água doce, como lagos, rios e fontes termais. Também é provável que seja encontrada vivendo em sedimentos no fundo de lagos, lagoas e rios, então a agência desaconselha cavar ou mexer no solo em água doce rasa e quente.
— É uma ameba que realmente gosta de condições quentes, gosta de água doce e quente. Essa é a preocupação, que a mudança climática possa estar contribuindo para essas temperaturas mais altas — disse ao canal de televisão NBC a médica Julia Haston, do CDC.
Apesar da expansão da presença da ameba pelo território americano, as chances de se infectar com a doença são consideradas baixas. Do nariz, a Naegleria fowleri vai até o cérebro, onde destrói o tecido cerebral. A infecção não pode ser transmitida de uma pessoa para outra.
No estágio inicial, os sintomas podem incluir forte dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, de acordo com os CDC. À medida que a infecção piora, os sintomas - que aparecem de um a nove dias após a exposição à ameba - podem evoluir para rigidez do pescoço, convulsões ou alucinações.

Fonte: O Globo

Novidades

Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano

01/10/2026

O Rio de Janeiro aparece entre as cidades com maior exposição ao ozônio próximo ao solo em 2026, seg...

Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados

01/10/2026

Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíd...

Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

01/10/2026

Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultra...

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

01/10/2026

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-n...