
25/05/2023
A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) se manifestaram contra a exploração de petróleo pela Petrobras na bacia da Foz do Rio Amazonas, no litoral do Amapá, extremo norte do Brasil.
A declaração foi divulgada em um documento que destacou o impacto socioambiental nas terras indígenas e as mudanças climáticas globais em função da exploração petrolífera.
As organizações disseram que este tipo de empreendimento não converge com o discurso de valorização da região amazônica e fizeram críticas aos apoiadores.
"Para nós, é impossível que um governo se comprometa em ter uma política ambiental que combate as mudanças climáticas e, ainda assim, se posiciona a favor do licenciamento de projetos que terão impacto socioambiental e aumento do uso de combustíveis fósseis, um dos maiores gargalos para barrar a crise climática", escreveram.
Em 14 de maio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou licença para a Petrobras iniciar a exploração petrolífera na bacia da Foz do Rio Amazonas.
O órgão informou que o plano da Petrobras para a área não apresenta garantias para atendimentos à fauna em possíveis acidentes com o derramamento de óleo, e que viu lacunas na previsão de impactos da atividade em três terras indígenas em Oiapoque.
A Petrobras declarou que atendeu a todos os requisitos do Ibama no processo de licenciamento e que a área em que pretende perfurar o poço está a 175 km costa do Amapá e a mais de 500 km da foz do Rio Amazonas.
O Ministério de Minas e Energia declarou que recebeu a decisão do Ibama com naturalidade e respeito, e que o poço, de pesquisa, serviria para reconhecimento do subsolo e das potencialidades da região.
Na primeira manifestação sobre o assunto, Lula disse na segunda-feira 22 achar difícil haver algum problema para a Amazônia, mas que ainda avaliaria o caso.
O texto, que também carrega a logo da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará (Apoianp), descreve que "não há lógica em possuir um discurso de sustentabilidade e desejar ´explorar´ recursos em detrimento da vida de toda a humanidade".
As organizações citam também que apenas a preservação das florestas em pé não deve ser suficiente para impedir que o planeta ultrapasse o aumento de 1,5º, considerado o “limite seguro” das mudanças climáticas.
Termine de ler a reportagem no g1
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