
23/05/2023
Um projeto de lei do deputado federal Marcelo Queiroz exige adaptações e melhorias nas redes elétricas e quer responsabilizar empresas pelo custeio de resgate e tratamento dos animais feridos. No Rio de Janeiro, cerca de trinta animais morrem por ano em acidentes envolvendo fiação e muitos outros ficam com sequelas.
Um dos acidentes mais comuns é o choque elétrico, ocasionados por linhas de transmissão em postes, linhões e por fiações expostas.
Em 2 anos, o Instituto Vida Livre, uma ONG do Rio, já atendeu, de forma gratuita, uma média de 200 animais silvestres em situações de risco. Esse é o único instituto cadastrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na cidade para reabilitação de animais silvestres.
“Desde maio de 2021 o instituto atua recebendo inúmeros casos de animais vítimas de eletrocussão, em particular da rede elétrica da Light no RJ, que já somam 28 casos em menos de um ano. A maioria dos animais não resiste aos ferimentos. No total, 22 morreram, e suas carcaças estão congeladas aqui no Instituto", explica o presidente da ONG, Roched Seba.
Três animais que foram tratados ainda vivem no instituto: dois macaquinhos que ficaram com sequelas, e o macaco Nino que corre o risco de perder um dos pés.
Marcelinho, um macaco-prego que perdeu os braços, vive no local desde setembro de 2022. Ele se acidentou em uma rede da Light.
“O Marcelinho se tornou símbolo do descaso dessa empresa. A Light e seus representantes sabem desde o momento 1 do episódio. Tiveram conosco uma série de reuniões e promessas vazias”, completa o presidente.
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