
16/05/2023
A reciclagem é o processo de reaproveitamento de materiais descartados. Seu objetivo é reintroduzi-los na cadeia produtiva a fim de que ainda gerem valor e sejam reutilizados, aumentando a preservação dos recursos naturais e melhorando a qualidade de vida das pessoas. É considerada uma das alternativas mais eficientes para tratar os resíduos sólidos, tanto do ponto de vista ambiental quanto social, e está diretamente inserida no contexto da Economia Circular.
O panorama da reciclagem no Brasil é repleto de desafios proporcionais ao tamanho do território nacional. Alguns números ajudam a ilustrar os obstáculos para a promoção da logística reversa das embalagens no país, envolvendo o ciclo que vai do descarte da embalagem até o reaproveitamento do material após a reciclagem. Em 2022, foram produzidos no Brasil mais de 81,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, de acordo com a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Trata-se de um peso equivalente a mais de 70 mil estátuas do Cristo Redentor.
Apesar de cerca de 30% dos resíduos serem de material reciclável (plástico, papel, metais e vidros), uma parcela mínima, entre 3% e 5%, é reciclada, índice muito abaixo de países de mesma faixa de renda e grau de desenvolvimento econômico, como Chile, Argentina, África do Sul e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem, segundo dados da International Solid Waste Association (ISWA).
Segundo a Abrelpe, atualmente 61% dos resíduos sólidos urbanos produzidos no Brasil acabam em aterros sanitários. Isso significa que 39% dos resíduos sólidos urbanos não têm destinação ambientalmente adequada, e são levados para lixões e aterros controlados, que causam muitos prejuízos ao meio ambiente e à saúde da população ao redor desses locais.
Qual o impacto de não reciclar?
Entre os principais impactos, podemos citar:
* contaminação da água, a tornando impotável,
* degradação das cidades,
* poluição da terra, podendo a deixar infértil,
* entupimento das galerias pluviais, provocando alagamentos em períodos de chuva,
* diminuição da vida útil do aterro sanitário,
* proliferação de pragas nas comunidades próximas do aterro.
Define-se resíduo como todo material que sobra de determinado produto após sua utilização. Pode ser dividido entre resíduos sólidos e resíduos úmidos e/ou orgânicos. Ambos possuem grande potencial para serem reutilizados ou reciclados.
Os exemplos mais comuns de resíduos sólidos no nosso dia a dia são: papel e papelão; plásticos; vidros; e metais. Na maioria das vezes, eles compõem os mais diversos tipos de embalagens como: caixas, garrafas, potes, latas, sacolas. A boa notícia é que praticamente todos esses resíduos podem ser reaproveitados ou reutilizados de alguma forma. Isso quer dizer que eles possuem valor econômico junto às empresas e operadores de reciclagem.
Vale ainda lembrar que, além dos resíduos sólidos, é preciso atentar-se também para o descarte correto dos seguintes resíduos, dito úmidos ou orgânicos: resto de alimentos; geralmente provenientes de origem animal ou vegetal, óleo de cozinha.
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