
02/05/2023
O Corpo de Bombeiros (CBMERJ) lançou, nesta quarta-feira (26), uma campanha contra atividades que envolvem balões. Nas redes sociais, a corporação mostra as graves consequências que essas práticas podem causar. A iniciativa conta com a parceria da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), que intensificará investigações relacionadas à atividade criminosa, principalmente com a chegada das festas juninas.
O coronel Leandro Monteiro, secretário da Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, relembrou alguns casos que poderiam ter causado colapsos. "Soltar balões sempre foi crime. Recentemente, um balão caiu na Estação de Tratamento de Água do Guandu, o que poderia ter deixado toda a Região Metropolitana do Rio sem água. Em janeiro deste ano um balão caiu na praia do Leme, que estava lotada, e poderia ter causado um verdadeiro desastre. É importante que a população se conscientize", disse.
No último sábado (22), um enorme balão foi visto por pedestres nas praias de Botafogo e do Flamengo, na Zona Sul. Ele estava na rota de voo do Aeroporto Santos Dumont. De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), dependendo da massa do balão e da velocidade da aeronave, o impacto da colisão poderia chegar a 250 toneladas.
O porta-voz do CBMERJ, major Fábio Contreiras, explicou o motivo pelo qual os balões são perigosos e quais as possíveis consequências que o equipamento pode causar. "Por serem feitos da combinação de estopa com materiais inflamáveis, os balões entram em correntes de ar e são levados para locais imprevisíveis e sem monitoramento.
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