UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Temperatura média global em 2022 ficou 1,15ºC acima da era pré-industrial

25/04/2023

Em um relatório divulgado na sexta-feira (21), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que a temperatura média global em 2022 ficou 1,15ºC acima da era pré-industrial.
📈 Contexto: O índice é preocupante porque é muito próximo de 1,5ºC, a meta para 2030 com a qual o Brasil e outros cerca de cem países se comprometeram para barrar o aquecimento global.
No final do ano passado, a agência da ONU já havia advertido que não estamos nem perto do nível e do ritmo das reduções de emissões de metano necessárias para conseguir limitar a elevação das temperaturas na Terra.
🆘 Consequências: Cientistas têm apontado que o aquecimento global trará graves consequências ao planeta, com impactos ambientais e sociais, como o aumento dos níveis do mar, ondas de calor e desertificação.
A OMM também confirmou que os últimos oito anos foram os oito anos mais quentes já registrados e que o ano passado foi o "5º ou 6º ano mais quente" desde então.
E tudo isso tem uma explicação clara: o aumento contínuo das concentrações de gases de efeito estufa e o acúmulo constante de calor.
Como resultado disso, vimos ao longo de 2022 ondas de calor extremas, secas e inundações devastadoras, ressaltou a agência.
Em 2022, a seca contínua na África Oriental, as chuvas recordes no Paquistão e as ondas de calor recordes na China e na Europa afetaram dezenas de milhões, causaram insegurança alimentar, impulsionaram a migração em massa e custaram bilhões de dólares em perdas e danos.
— Petteri Taalas, secretário-geral da OMM
❄ Gelo marinho: O relatório anual, divulgado um dia antes do Dia da Terra, mostrou ainda que o gelo marinho na Antártica recuou para uma taxa mínima recorde em junho e julho.
🌊 Oceanos: Já os oceanos tiveram as temperaturas mais quentes já registradas, com cerca de 58% de suas superfícies experimentando uma onda de calor, afirmou a organização.
A OMM chamou atenção que essa taxa foi registrada mesmo com a influência do La Niña, um evento climático natural que manteve as temperaturas globais relativamente “baixas” nos últimos dois anos.
Além disso, o índice é muito próximo de 1,5ºC, o chamado “limite seguro” das mudanças climáticas.
Esse é o aumento máximo da taxa média de temperatura global definido para este século a fim de evitar as consequências da crise climática provocada pelo homem por causa da crescente emissão de gases na atmosfera.
🌡 Como se chegou nesse 1,5ºC? Essa taxa é medida em referência aos níveis pré-industriais, a partir de quando as emissões de poluentes passaram a afetar significativamente o clima global.
Apesar disso, especialistas vêm alertando ao longo dos últimos anos que as demandas vistas como fundamentais para que o aquecimento do planeta não ultrapasse essa taxa vêm sendo implementadas num ritmo considerado “insuficiente”.
Esse inclusive foi o teor do mais recente relatório do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Termine de ler esta matéria acessando o g1

Novidades

Rio está entre cidades mais afetadas por ozônio nocivo este ano

01/10/2026

O Rio de Janeiro aparece entre as cidades com maior exposição ao ozônio próximo ao solo em 2026, seg...

Estudo da Unesp encontra contaminantes ligados ao câncer em plásticos e espumas descartados

01/10/2026

Um perigo invisível à saúde pública pode estar acumulado nos locais de descarte e desmanche de resíd...

Escorpiões que brilham sob luz ultravioleta levam cientistas a duas novas espécies em Roraima

01/10/2026

Imagine caminhar pela floresta durante a noite, iluminando pedras e vegetação com uma lanterna ultra...

Duas aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo, mostra estudo

01/10/2026

Duas espécies de aves brasileiras estão entre as mais barulhentas do mundo: a araponga-de-garganta-n...