UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Os riscos à saúde causados pelo uso de mercúrio no garimpo

09/02/2023

Os garimpos ilegais, que usam mercúrio em excesso para viabilizar a separação do ouro dos demais sedimentos, causam a contaminação dos peixes, a morte dos rios, a remoção da cobertura vegetal e, consequentemente, a fuga dos animais.
Tudo isso é refletido, segundo especialistas, em miséria e diversas doenças que assolam populações das regiões afetadas.
É o que tem ocorrido com os habitantes da Terra Indígena Yanomami, que fica entre os estados de Roraima e do Amazonas.
A situação de calamidade pública e descaso que aflige esse povo ganhou destaque mundial no início deste ano ao ser revelada após uma viagem de autoridades do governo federal.
Imagens de mulheres e crianças em extrema desnutrição e assoladas por doenças como malária e tungíase (conhecida popularmente como ´bicho de pé´) ganharam destaque.
Então, o que é mercúrio e por que ele é tão prejudicial à saúde? De que forma o garimpo utiliza essa substância?
O mercúrio é um metal que faz parte da constituição da Terra — um elemento natural encontrado nos rios, solo, água e até no ar.
Seu uso na indústria é permitido — e até nos garimpos de ouro, desde que seja autorizado pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
“Ele é um composto legalizado, regulamentado e monitorado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelos demais órgãos competentes”, explica Ana Claudia Santiago de Vasconcellos, doutora em saúde pública e pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz).
Em algumas atividades, no entanto, a utilização de quantidades mais elevadas da substância pode representar problemas.
Além disso, o mercúrio é utilizado, há décadas, por garimpeiros para extração de ouro em terras indígenas.
“O que estamos vendo nas terras indígenas Yanomami é ilegal, porque a Constituição Federal diz que não pode ter garimpo de ouro, com mercúrio ou sem mercúrio, em terra indígena e nem em nenhuma unidade de conservação ambiental”, diz Vasconcellos, que também é coordenadora de projetos de pesquisa na área da saúde indígena, especialista em exposição humana a contaminantes químicos e impacto do garimpo de ouro na Amazônia.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...