
02/02/2023
No dia 31 de janeiro foi comemorado o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), uma das categorias de unidades de conservação (UCs) que contribuem para a conservação da natureza e a preservação da biodiversidade no país.
Reconhecidas pelo poder público em função da relevância da biodiversidade nelas contida e implementadas por iniciativa voluntária dos proprietários, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, essas áreas protegidas podem ser direcionadas a diferentes atividades, como pesquisas científicas e visitação com objetivos turísticos, recreativos e educacionais, conforme previsto nos planos de manejo.
Atualmente, de acordo com dados da Confederação Nacional de RPPNs, o Brasil conta com 1.802 reservas dessa categoria, somando 821 mil hectares protegidos. Como comparação, a soma das áreas de RPPNs é superior à soma territorial de todas as capitais brasileiras (803 mil hectares). A maioria das RPPNs está localizada na Mata Atlântica (72,8%), seguido pelo Cerrado (15,6%), Caatinga (5,5%), Amazônia (3,3%) e Pantanal (1,2%).
A partir do momento que uma RPPN é criada, a conservação da natureza é perpetuada, uma vez que aquela área sempre será uma unidade de conservação, mesmo que a propriedade seja vendida. Trata-se de uma estratégia de conservação, buscando maior engajamento da sociedade.
Um legado que fica para gerações futuras e que contribui diretamente para a proteção da biodiversidade brasileira, constituindo áreas muito importantes para a criação de corredores naturais para a circulação da fauna silvestre.
Sem colocar em risco a conservação, as reservas particulares ainda têm potencial para incorporar modelos de negócio capazes de gerar emprego e renda. É perfeitamente possível desenvolver atividades com finalidade econômica ligada à educação ambiental e ao ecoturismo, por exemplo, desde que sejam previstas e aprovadas no plano de manejo.
Além disso, a visão de negócios pode engajar comunidades do entorno das RPPN sobre a importância de proteger a natureza, pois os benefícios socioeconômicos diretos e indiretos gerados podem ser compartilhados. Os atrativos naturais das reservas particulares podem estar associados a outras atrações culturais, históricas, gastronômicas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável regional e gerando oportunidades de renda e emprego para as comunidades.
As reservas particulares também contribuem para a manutenção da qualidade de vida, servindo como áreas de contenção de enchentes, melhorando a qualidade do ar e proporcionando espaços de convivência harmônica entre os moradores e a natureza. Por todos esses benefícios, é fundamental que o poder público crie incentivos que facilitem e estimulem a criação destas áreas, seu planejamento e manutenção.
A matéria foi originalmente publicada no CicloVivo
Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo
08/10/2026
Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores
08/10/2026
País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef
08/10/2026
Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais
08/10/2026
A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?
08/10/2026
Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia
08/10/2026
