
24/01/2023
Em julho do ano passado, a equipe do Zoológico de São Paulo decidiu aproximar um casal de leões para que pudesse aumentar a família dos animais: Django, que chegou em agosto de 2016 do Zoológico de Copenhagen, e a paulistana Amira, nascida em maio de 2018.
Mas essa aproximação não foi tão simples. Django e Amira só puderam ficar juntos depois que a equipe do Zoo SP realizou uma análise cuidadosa da árvore genealógica de ambos em uma plataforma que tem dados de leões em 90 países, segundo Ariel Tandello, biólogo chefe do Zoo Safári de São Paulo.
“Só conseguimos realizar essa análise genealógica, da Amira e do Django, porque somos membros do Species360, uma plataforma científica de gerenciamento de dados dos animais que moram em mais de mil zoológicos em 90 países. É um dos principais instrumentos utilizados para indicar o histórico de parentesco de cada um dos leões mantidos sob cuidados humanos", explica.
"Com base nas suas informações é possível saber, por exemplo, onde nasceram e viveram os antepassados. Dessa forma, os filhotes serão geneticamente saudáveis e poderão dar sequência a programas de conservação”.
A análise constatou que os dois não eram parentes. Por isso, eles se aproximaram e a família de leões do Zoo SP ganhou dois novos membros em 26 de novembro do ano passado.
No sábado (21), os visitantes puderam acompanhar pela primeira vez as imagens, por meio de um telão, da interação entre Amira e os pequenos leões que estão em um recinto exclusivo.
Ainda de acordo com Ariel, o motivo de ainda não ter interação humana é para manter o hábito das leoas de se isolarem nos primeiros meses. Assim, foram instaladas câmeras para monitorarem os animais.
"A mãe precisa se sentir tranquila e ter sensação de segurança. Então, nem a minha visita é demorada. Apenas para alimentação e limpeza do local", diz o biólogo.
Porém, até o meio do ano, após a apresentação dos filhotes ao pai, Amira, Django e os pequenos leões poderão ser vistos na área de visitação do Zoo SP.
Este ano, o Zoológico de São Paulo completa 65 anos e, ao longo dos anos, a instituição desenvolveu ampla experiência nos cuidados e reprodução de felinos.
Dentre as 38 espécies de felinos silvestres conhecidas no mundo, 13 estão ameaçadas de extinção. E o zoo SP já obteve sucesso na reprodução de 15 diferentes espécies, tornando-se referência mundial nesse trabalho, fundamental, de conservação da biodiversidade.
O conhecimento gerado foi utilizado na elaboração de protocolos de manejo e reprodução que compõe um dos alicerces do Plano de Ação Nacional para conservação de pequenos felinos, sob coordenação do ICMBio, vigente desde 2014.
Essa experiência permitiu ao Zoo SP tornar-se, em 2023, a única instituição na América do Sul a fazer parte do “Programa Europeu de Conservação ex situ do tigre-de-sumatra (Panthera tigris sumatrae)”, coordenado pela Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA).
Veja fotos no g1
Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo
08/10/2026
Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores
08/10/2026
País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef
08/10/2026
Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais
08/10/2026
A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?
08/10/2026
Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia
08/10/2026
