
12/01/2023
Para muitas mulheres que vivem em regiões rurais da África, os dias são agitados. Elas não apenas fazem 60% do trabalho agrícola, mas também administram a casa. Diante da falta de serviços e infraestrutura, as mulheres rurais carregam grande parte do ônus de fornecer água e combustível para suas famílias. Por exemplo, de acordo com a ONU Mulheres, coletivamente, as mulheres da África gastam cerca de 40 bilhões de horas por ano buscando água.
Trazer soluções acessíveis de transporte elétrico movido a energia solar para essas mulheres é a missão da Mobility for Africa. Sediada no Zimbábue, a startup social produz triciclos elétricos renováveis de qualidade e de baixo custo, construídos para um ambiente rural e sem acesso às estradas.
As infraestruturas e os transportes continuam a ser grandes obstáculos ao desenvolvimento em muitas partes de África. Embora tenha havido investimento na construção de estradas principais, ainda existe uma enorme rede de áreas rurais, muitas redes rodoviárias ainda são de má qualidade ou não chegam a comunidades pequenas e remotas. Menos de 40 por cento dos africanos rurais vivem a menos de dois quilômetros de uma estrada durante todo o ano.
Para isso, a Mobility for Africa está desenvolvendo um caminho para as comunidades superarem essas distâncias e contribuir para economias locais dinâmicas. Ao reduzir o isolamento físico, a startup ajudará as áreas a alcançar seu verdadeiro potencial agrícola e aumentar a atividade econômica.
Os triciclos elétricos (chamados de Hamba) são fabricados na África e foram desenvolvidos para aguentar diferentes tipos de cargas. Os veículos são totalmente abastecidos por energia solar em pontos de recargas criados especialmente para cada região. O serviço é todo feito por pessoas treinadas da própria comunidade, que também ensinam as mulheres a dirigirem os veículos.
A Mobility for Africa espera que este seja o início de um sistema de transporte que ajudará a catalisar o desenvolvimento sustentável, especialmente em comunidades ainda não atendidas pela rede nacional de eletricidade no Zimbábue.
A startup afirma que as suas soluções não vão apenas permitir o acesso de médicos a doentes que vivem longe dos centros de saúde, como também permitir o transporte de mercadorias para as principais metrópoles zimbabuenses como Bulawayo, Mutare e Harare.
Um projeto-piloto voltado para pequenos agricultores está construindo evidências de uso, sustentabilidade financeira, tecnologia, incluindo renováveis e GPS, e o impacto social e econômico nas famílias.
A startup planeja construir um modelo que reforça e constrói redes de distribuição locais que também cria economias compartilhadas. Assim, a Mobility for Africa será capaz de gerar novas oportunidades e melhorar a qualidade de vida das comunidades rurais.
Fonte: Ciclo Vivo
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