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Projeto de revitalização de lagoa da Barra e de Jacarepaguá faz plantio de 40 mil mudas de mangue

15/12/2022

O projeto de revitalização e limpeza da Lagoa do Camorim, nos bairros da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, deu mais um passo nessa segunda-feira com o plantio de 40 mil mudas de mangue vermelho, espécie nativa da região. Como parte do projeto iniciado em dezembro de 2021 pela Iguá, empresa responsável pelo saneamento básico da região, a plantação veio após o trabalho de limpeza nas águas, com mais de 130 toneladas de resíduos retirados.
— O manguezal é um ecossistema que trabalha como filtro da água, e sequestra e acumula uma grande quantidade de carbono. Ou seja, combate o aquecimento global e funciona como uma maternidade e um supermercado da zona costeira. A recuperação de manguezais incrementa a biodiversidade e ajuda na busca pelo equilíbrio. Existe um potencial econômico e ambiental importante para o Rio de Janeiro — explica o biólogo e consultor da concessionária, Mario Moscatelli.
Após assinatura de um contrato de concessão com o governo, a Iguá se tornou a responsável pela distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto nos bairros Barra da Tijuca, Camorim, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Gardênia Azul, Anil, Grumari, Itanhangá, Jacarepaguá, Joá, Pechincha, Recreio dos Bandeirantes, Tanque, Taquara, Vargem Grande, Vargem Pequena e imediações.
A Lagoa do Camorim, principal corredor ecológico entre o Maciço da Tijuca e a Pedra Branca, foi apenas o primeiro local beneficiado. O principal objetivo das ações é revitalizar o complexo lagunar em três anos a partir da obtenção pela concessionária do licenciamento pelos órgãos ambientais.
— A gente vem trabalhando por um ano para iniciar a revitalização de fato do Complexo Lagunar. Estamos no início da jornada, mas já demos passos concretos e reais, que já trouxeram impactos para a população, e queremos continuar avançando — pontua Carlos Brandão, CEO da Iguá.
Além disso, serão implantados coletores de tempo seco (CTS), estruturas que aproveitam a rede de drenagem, no entorno do complexo lagunar, para destinar o esgoto dessas áreas para a estação de tratamento da companhia, evitando que a atual contribuição continue chegando às lagoas da região.

Fonte: Extra OnLine

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