
29/11/2022
No coração do bairro imperial, 644 acabamentos em formato de seta do gradil de ferro, que cerca a Praça do Campo de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, despareceram. No mesmo lugar, o coreto de 1906, feito com material metálico importado da Inglaterra, foi depenado. Erguida no mesmo ano, a amurada no entorno perde a balaustrada fundida em metal francês dia após dia. O conjunto histórico tinha ainda 20 luminárias, todas furtadas, e até um dos postes foi levado. Sem falar em tampas de bueiros e nos cabos de energia. A pilhagem, que suga os cofres públicos e prejudica a população, entra na cadeia legal da reciclagem de sucata, contaminando um setor pujante e de muita importância para o meio ambiente.
Além de apagar parte da história, saques como os de São Cristóvão, recorrentes em todo estado, afetam diretamente a rotina da população que fica sem trem para chegar ao trabalho e enfrenta a escuridão das ruas e sinais de trânsito deligados, por exemplo. Mas o tamanho desse impacto ainda é desconhecido por parte das concessionárias e dos órgãos públicos. Levantamento feito pelo GLOBO com CET-Rio, Rioluz/Smart Rio, SuperVia, Light e Conexis (que reúne empresas de telefonia e internet) mostra que foram furtados pelo menos 380 mil metros de cabos de cobre e alumínio no primeiro semestre deste ano, ou cerca de dois quilômetros por dia. Se colocados ainda na balança 35 transformadores da Light sumidos, o total chega a 234 toneladas.
A matéria na íntegra pode ser lida no Extra
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