UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Complexo Penitenciário de Gericinó ganhará usina e será o primeiro sustentável do País

03/11/2022

As 400 toneladas de lixo produzidas mensalmente por 27 mil homens e mulheres que cumprem pena de reclusão no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio, serão transformadas em energia. Esse é o objetivo do termo de cooperação técnica firmado ontem entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do estado do Rio (Agenersa) com vistas à construção de uma Usina de Recuperação Energética (URE) de Biodigestão no local.
O equipamento fará de Gericinó o primeiro conjunto de presídios sustentável do país e o primeiro a receber uma URE, que terá porte e características industriais com capacidade para gerar um total de 720 mil KWh por ano, o equivalente ao consumo de 300 residências. O processo aproveitará o potencial energético do lixo produzido no complexo — garrafas pet, plástico, papel, papelão, comida e alumínio, entre outros — que atualmente é descartado em aterros sanitários. A usina receberá ainda o esgoto dos presídios cujo sistema passa por obras de reestruturação. Os dejetos serão convertidos em lodo ativado e, em seguida, transformados em biogás.
— A pauta ambiental e da sustentabilidade é uma das prioridades do governo, por isso temos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como principal diretriz das ações que desenvolvemos na SEAP. A Usina de Recuperação Energética de Gericinó é resultado disso. Vamos seguir construindo equipamentos que contribuam para o meio ambiente e criem novas oportunidades de ressocialização para os privados de liberdade — disse a secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Nebel, fazendo referência aos ODS propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que incluem “assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia”.
A receita gerada com a geração de energia pela URE de Gericinó será revertida para a própria Seap por meio do Funesp, fundo penitenciário que permite que os valores sejam reinvestidos no sistema penitenciário. Os recursos podem ser empregados, por exemplo, para pagamento de mão de obra prisional. A Seap prevê ainda redução nas despesas com a coleta de resíduos dos presídios já que grande parte do lixo necessário para o funcionamento da URE será processada no próprio complexo.
A previsão é de que a usina de biodigestão do Complexo de Gericinó entre em operação até junho de 2024. O processo de licenciamento ambiental da obra será iniciado imediatamente e deve levar pelo menos seis meses para ser concluído. A construção da usina começará de fato em abril do ano que vem.

Fonte: O Globo

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...