
04/10/2022
As rupturas no sistema de gasoduto Nord Stream sob o Mar Báltico levaram ao que é provavelmente a maior liberação individual já registrada de metano, gás que é prejudicial ao clima, disse o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) na sexta-feira dia 30.
Uma enorme nuvem de metano altamente concentrado —um gás de efeito estufa muito mais potente, mas de vida mais curta que o dióxido de carbono— foi detectada nesta semana em uma análise de imagens de satélite por pesquisadores associados ao Observatório Internacional de Emissões de Metano (IMEO, na sigla em inglês) do Pnuma, disse a organização.
"Isso é muito ruim, provavelmente o maior evento de emissão já detectado", disse Manfredi Caltagirone, chefe interino do IMEO para o Pnuma, à Reuters.
"Isso não é útil em um momento em que absolutamente precisamos reduzir as emissões", disse ele.
Os pesquisadores ainda não foram capazes de quantificar a partir das imagens a quantidade de metano vazando do tanque do sistema de dutos da Gazprom, mas acreditam que a taxa de emissões é maior do que a de um grande vazamento que ocorreu em dezembro em campos offshore de petróleo e gás nas águas mexicanas do Golfo do México, que derramou cerca de cem toneladas métricas de metano por hora, disse Caltagirone.
O vazamento do Golfo do México, também visível do espaço, acabou liberando cerca de 40 mil toneladas métricas de metano em 17 dias, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Politécnica de Valência, publicado na revista Environmental Science & Technology Letters.
Isso é o equivalente a queimar cerca de meio bilhão de quilos de carvão, de acordo com a Calculadora de Equivalências de Gases de Efeito Estufa da Agência de Proteção Ambiental dos EUA.
Fonte: Folha de S. Paulo
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