UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Energias renováveis geraram 12,7 milhões de empregos no mundo

29/09/2022

O emprego global no setor de energias renováveis atingiu 12,7 milhões de postos de trabalho em 2021, um aumento de 700 mil novos empregos em um ano. O Brasil tem destaque especial no setor de biocombustíveis. Os dados constam no novo relatório da IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável) em colaboração com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Apresentada durante o Fórum de Ação Global sobre Energia Limpa, realizado em Pittsburgh, nos Estados Unidos. A publicação intitulada em inglês Renewable Energy and Jobs: Annual Review 2022 identifica o tamanho do mercado nacional como um fator importante que influencia a criação de empregos no setor de energias renováveis, juntamente com mão de obra e outros custos. A energia solar é o setor que mais cresce. Em 2021, fornecerá 4,3 milhões de empregos, mais de um terço da atual força de trabalho global em energias renováveis.
Com a crescente preocupação com as mudanças climáticas, a recuperação da COVID-19 e a interrupção das cadeias de suprimentos, os países estão cada vez mais interessados em localizar as cadeias de suprimentos e criar empregos no nível nacional.
O relatório descreve como mercados domésticos fortes são chave para sustentar o avanço da industrialização de energia limpa. O desenvolvimento de capacidades de exportação para tecnologias renováveis também é um fator, acrescenta o estudo.
“Promover uma cadeia de valor nacional, não apenas criará oportunidades de negócios e novos empregos para as pessoas e comunidades locais, mas também reforçará a confiabilidade da cadeia de suprimentos e contribuirá para uma maior segurança energética em geral”, afirma Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.
O relatório mostra que um número crescente de países está criando empregos no setor de energias renováveis. Quase dois terços de todos esses empregos estão na Ásia. A China sozinha responde por 42% do total mundial, seguida pela União Europeia e pelo Brasil, com 10% cada, e pelos Estados Unidos e pela Índia, com 7% cada.
“Além dos números, cada vez mais atenção está sendo dada à qualidade dos empregos e às condições de trabalho no setor de energias renováveis para garantir empregos decentes e produtivos”, salienta Guy Ryder, diretor-geral da OIT. Ele lembrou da importância de incluir mulheres neste processo. “A crescente proporção de emprego feminino sugere que políticas e formação específicas podem melhorar significativamente a participação das mulheres em ocupações do setor de energias renováveis”.
O relatório destaca alguns avanços regionais e nacionais notáveis. Para melhor visualização, o CicloVivo traz alguns dados em forma de tópicos:
➡ A China é o principal fabricante e instalador de painéis solares fotovoltaicos e está criando um número crescente de empregos no setor eólico marinho (offshore).
➡ A Índia adicionou mais de 10 gigawatts de energia solar fotovoltaica, gerando muitos postos de trabalho de instalação, mas continua fortemente dependente de painéis importados.
➡ A Europa agora responde por cerca de 40% da produção global de energia eólica e é o exportador mais importante de equipamentos de energia eólica.
➡ O México é o principal fornecedor de pás de turbinas eólicas.
➡ O Brasil continua sendo o principal empregador no setor de biocombustíveis, mas também está adicionando muitos empregos em instalações eólicas e solares fotovoltaicas.
➡ Os Estados Unidos estão começando a criar uma base industrial nacional para o nascente setor eólico offshore.
O relatório destaca ainda que a expansão das energias renováveis precisa ser apoiada com pacotes de políticas integrais, incluindo treinamento para trabalhadores e trabalhadoras com o propósito de garantir empregos decentes, de alta qualidade, bem remunerados e diversificados com vistas a uma transição justa.
Ainda de acordo com o relatório, o Brasil subiu uma posição no ranking mundial dos países que mais geraram empregos no mundo em energia solar fotovoltaica no ano de 2021. Assumindo a sexta colocação, o país ficou na frente de líderes históricos do setor, como a Alemanha, Austrália e o Reino Unido.
Segundo levantamento da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil registrou, desde 2012 até começo de setembro deste ano, a criação de mais de 570,1 mil empregos pelo setor solar. De acordo com a entidade, a fonte fotovoltaica possui atualmente 19 gigawatts de potência instalada e já trouxe ao país mais de R$ 99,7 bilhões em novos investimentos e R$ 27 bilhões em arrecadação aos cofres públicos. Com isso, também evitou a emissão de 27,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Confira o relatório na íntegra, em inglês no Ciclo Vivo

Novidades

Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo

08/10/2026

Por alguns instantes, quem viu o animal ao vivo ou assistiu ao vídeo que relatava sua presença na Pr...

Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores

08/10/2026

Mais de 1.000 plantios para embelezar e refrescar a cidade. É o que os moradores de Jacareí podem es...

País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef

08/10/2026

Mais de 30 milhões de crianças estão expostas a dois ou mais riscos climáticos no Brasil, segundo an...

Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais

08/10/2026

Cerca de 75% das áreas das florestas tropicais do mundo enfrentaram pelo menos seis meses de seca e ...

A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?

08/10/2026

A leveza que torna o material eficiente na fábrica é a mesma que o faz perder valor na cooperativa. ...

Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia

08/10/2026

Em regiões rurais do Quênia, chegar a um hospital pode ser um desafio que começa muito antes de uma ...