
18/08/2022
Os planos de descarbonização de várias gigantes do petróleo são "incompatíveis" com os objetivos do Acordo de Paris para evitar um aquecimento devastador, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (16).
Publicado na revista Nature Communications, o estudo realizado por uma equipe internacional de especialistas analisa seis cenários de emissões propostos por três gigantes europeias do setor energético: Equinor, BP e Shell, assim como os elaborados pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Depois, compararam os cenários com os descritos em um relatório do grupo de especialistas climáticos das Nações Unidas (Giec) para limitar em 1,5°C o aquecimento médio do planeta.
"A maioria dos cenários que analisamos são incompatíveis com o Acordo de Paris, pois não conseguem limitar o aquecimento a menos de 2°C e vão superar amplamente o limite de 1,5°C", declarou Robert Brecha, do think tank Climate Analytics, principal coautor do estudo.
A análise conclui que o cenário da Shell, chamado Sky, levaria a um aquecimento de 1,81°C daqui até 2069.
Um porta-voz da Shell declarou à AFP que esse cenário Sky é apenas uma possibilidade entre muitas e acrescentou que suas equipes fazem "avaliações baseadas em hipóteses e quantificações plausíveis, que não são destinadas a ser previsões de acontecimentos ou resultados futuros prováveis".
Por sua vez, o cenário Rebalance, da Equinor, resultaria em um aquecimento de 1,73°C acima dos níveis pré-industriais daqui até 2060, segundo a pesquisa.
Já o cenário Rapid, da British Petroleum (BP), causaria um pico de aquecimento de 1,73°C de hoje até 2058, enquanto o cenário Net Zero levaria a um aquecimento médio máximo de 1,65°C, segundo a análise.
A Equinor não quis comentar a pesquisa, enquanto a BP não respondeu aos pedidos de comentários.
Para os autores do estudo, apenas o cenário "Net Zero 2050" da AIE está plenamente em conformidade com o Acordo de Paris. Firmado em 2015, o acordo levou as nações a se comprometerem a limitar o aquecimento climático do planeta a um nível "bastante inferior" a +2°C com relação à era pré-industrial, ou a +1,5°C se for possível.
Fonte: Folha de S. Paulo
Dragão-de-komodo? Lagarto de grandes proporções é flagrado caminhando pela areia da Praia da Barra; veja vídeo
08/10/2026
Jacareí vai plantar mil árvores com ajuda de moradores
08/10/2026
País tem 30 milhões de crianças sob risco climático e El Niño forte pode agravar cenário, alerta Unicef
08/10/2026
Seca e calor extremos do último El Niño antecipam ´novo normal´ nas florestas tropicais
08/10/2026
A embalagem flexível é vilã ou aliada da sustentabilidade?
08/10/2026
Ambulância solar leva atendimento a áreas remotas do Quênia
08/10/2026
