UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Países precisam acelerar adaptações a mudanças climáticas para conter danos humanos e econômicos, diz relatório da ONU

14/01/2021

Países do mundo inteiro precisam acelerar de forma urgente suas ações de adaptação às mudanças climáticas para reduzir danos humanos e crescentes impactos econômicos, conclui o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado nesta quinta-feira (14).
De acordo com o documento, os custos anuais das adaptações em países em desenvolvimento são estimados atualmente em US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371,4 bilhões).
No entanto, a previsão é que o valor fique entre US$ 140 bilhões (R$ 742,8 bilhões) e US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) em 2030. Em 2050, ele pode estar entre US$ 280 bilhões (R$ 1,4 trilhão) e US$ 500 bilhões (R$ 2,6 trilhões).
O relatório diz que a redução das emissões de gases de efeito estufa pode ajudar a reduzir os impactos econômicos.
Se o mundo conseguir atingir a meta de limitar o aquecimento global em até 2ºC ainda neste século, o crescimento anual nos valores ficaria em 1,6% – abaixo dos 2,2% da trajetória atual, de 3ºC.
As adaptações são parte fundamental do Acordo de Paris, que exige que todos os seus signatários planejem e implementem ações para reduzir a vulnerabilidade de suas comunidades às mudanças climáticas.
"A dura verdade é que a mudança climática está à nossa porta. Seus impactos se intensificarão e atingirão mais duramente os países e comunidades vulneráveis", afirmou em nota a diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen.
Para a organização, entre os riscos climáticos prioritários estão a seca, a variabilidade das chuvas, as enchentes e os riscos costeiros.
De acordo com o relatório, 72% das nações têm algum plano de adaptação em vigor, mas o financiamento e a implementação não estão crescendo rápido o suficiente.
Das mais de 1.700 iniciativas pesquisadas, a maioria se encontrava em estágios iniciais de implementação. Delas, apenas 3% relataram trazer reduções reais dos riscos climáticos.
Por isso, a organização recomenda aumentar e incentivar tanto o financiamento público quanto o privado para reduzir a lacuna.
O relatório também aponta que a adaptação faz sentido economicamente. Em 2019, a Comissão Global de Adaptação – um grupo de 34 líderes em política, negócios e ciência – estimou que um investimento de US$ 1,8 trilhões (R$ 7,4 trilhões) em medidas de adaptação traria um retorno de US$ 7,1 trilhões (R$ 29 trilhões) em custos evitados e outros benefícios.

Fonte: G1

Novidades

Obras de contenção de encostas e enchentes no Rio tem cronograma acelerado por causa dos efeitos do El Niño

21/07/2026

Algumas das obras estruturais realizadas pela Prefeitura do Rio tiveram o cronograma acelerado como ...

Recife vai criar modelo de coleta e reciclagem de embalagens

21/07/2026

O Recife passa a ocupar uma posição estratégica na transição para a economia circular no Brasil. Uma...

Amazônia fecha 1º semestre com menor desmatamento em 10 anos

21/07/2026

Os alertas de desmatamento na Amazônia, no primeiro semestre de 2026, apontam para uma tendência ani...

Amazônia pode não se recuperar de seca do último El Niño mesmo após sete anos, diz estudo

21/07/2026

Dois anos após as secas históricas na amazônia, um novo El Niño volta a ameaçar a floresta. A mata n...