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Experimento feito dentro de casa mostra a rapidez com que coronavírus se espalha no ambiente

21/05/2020

Um teste feito dentro de casa, na hora de cozinhar, mostra como o coronavírus se espalha rapidamente no ambiente. Com uma tinta que reage à luz negra é possível identificar a presença do vírus e acompanhar a sua disseminação.
No experimento, a pessoa cobre a boca e o nariz com a mão na hora de espirrar. Na sequência, ela toca no ambiente, incluindo os alimentos que vai preparar, sem higienizar as mãos. Ao final, a luz negra revela que tudo o que a pessoa tocou ficou contaminado.
“Esse experimento é uma forma lúdica de você mostrar a contaminação, as formas que o vírus pode contaminar as pessoas, se propagar e contaminar as pessoas”, apontou o professor Marco Miguel, do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O professor enfatizou que o teste evidencia que tocar em qualquer superfície que contenha o vírus pode ser meio de contaminação.
“Não só as mãos, mas superfícies contaminadas também podem servir de via de contaminação”, destacou.
Uma emissora de televisão japonesa também fez um experimento reproduzindo um restaurante. Dez pessoas participaram da gravação, mas apenas uma delas recebeu a tinta fluorescente nas mãos.
A tinta era para simular que a pessoa contaminada tossiu nas mãos e começou a tocar nas superfícies antes de lavá-las. E o resultado foi que todo local onde a pessoa encostou a mão também ficou contaminado.
O experimento dentro do restaurante pode parecer assustador. Mas, especialistas alertam que ele não consegue mostrar todos os riscos de contágio do vírus e que a transmissão vai além do que a gente pode ver.
“Nesse experimento a gente também desconsidera quando uma pessoa fala perto da outra, desconsidera as pequenas gotas de saliva ou secreção que ficam pairando no ar. Ou seja, é uma forma de mostrar que a contaminação se propaga, mas é uma forma muito abaixo da realidade, as pessoas têm que tomar muito mais cuidado porque a propagação é muito mais eficiente”, alertou o professor Marco Miguel.

Fonte: G1

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