
10/12/2019
As mudanças climáticas e acidificação estão acabando com o oxigênio dos oceanos e ameaçam muitas espécies, de acordo com o maior estudo sobre o assunto publicado neste sábado pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), no momento em que ocorre, em Madri, a Conferência do Clima da ONU (COP-25).
A taxa global de oxigênio nos oceanos diminuiu cerca de 2% entre 1960 e 2010, segundo o relatório. A perda das reservas de oxigênio pode ser de 3 a 4% até 2100 se as emissões continuarem aumentando no ritmo atual.
As conclusões indicam que a perda de oxigênio "constitui uma ameaça crescente para a pesca e para alguns grupos de espécies como atuns, marlins e tubarões", segundo a IUCN, que mantém uma "lista vermelha" de referência sobre as espécies ameaçadas no mundo.
— À medida que os oceanos perdem o oxigênio pelo aquecimento, o delicado equilíbrio da vida marinha enfraquece — disse Grethel Aguilar, diretor geral interino da IUCN.
A desoxigenação é explicada principalmente por dois fenômenos: o aumento "de nutrientes dos continentes e dos depósitos de nitrogênio derivados do uso de combustíveis fósseis" e "o aquecimento das águas oceânicas devido às mudanças climáticas".
A IUCN analisou 700 lugares no mundo, geralmente perto da costa ou em mares semi-fechados, com baixa taxa de oxigênio, em comparação com 45 na década de 1960.
Fonte: O Globo
Zoológico do Rio distribui sorvetes especiais a animais para enfrentar calor recorde
15/01/2026
Nanopartículas de prata elevam eficiência e durabilidade de células solares
15/01/2026
Pirarucu de 65 kg pescado no ES é espécie invasora e ameaça equilíbrio ao devorar presas maiores, alerta especialista
15/01/2026
Ninhos de tartaruga-verde podem soterrar ´rochas de plástico´ e comprometer espécie
15/01/2026
Promessa de petróleo em Oiapoque atrai brasileiros do exterior e transforma região: ´É um bairro atrás do outro´
15/01/2026
Como veneno da jararaca está fazendo cientistas repensarem o funcionamento das células
15/01/2026
