UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Aumento da temperatura dos oceanos já destruiu 90% de espécie de coral no sul da Bahia

10/09/2019

O aumento da temperatura dos oceanos já destruiu 90% da espécie do coral de fogo na Costa do Descobrimento, região de Porto Seguro, no sul da Bahia. Segundo pesquisadores do projeto Coral Vivo, os corais estão sofrendo com estresse e processo de branqueamento.
"A gente tem acompanhado através do monitoramento ambiental aqui na região da Costa do Descobrimento e percebemos que desde dezembro, até o momento, a água teve um aquecimento mais do que o esperado. Isso chegou ao branqueamento dos corais e ultrapassou, chegando a mortalidade de uma espécie", explicou Flávia Gubert, coordenadora do projeto.
Segundo os pesquisadores, 90% dos corais de fogo já estão mortos nos dois parques marinhos da Costa. A temperatura subiu por causa do fenômeno meteorológico "El Niño".
"O el niño é um fenômeno natural que começa geralmente com o aquecimento das águas no Oceano Pacífico. Isso muda todo o padrão de circulação de ventos e das outras águas do oceano. Então, por exemplo, um lugar que era para ter uma circulação de água e mudar de temperatura, essa água pode ficar parada e acabar aquecendo um pouco mais. Isso muda todo o regime de vento e de chuva. Esse aquecimento do pacifico influencia todo o resto do globo", disse Leonardo Santos, biólogo do projeto.
Os pesquisadores medem a temperatura com sensores que também avaliam a incidência de luz dentro do recife. Neste ano, constataram que a temperatura chegou a 31º C e o máximo registrado foi de 29º C.
"O que aconteceu esse ano é que foi um evento mais prolongado, então durou mais tempo. Enquanto no outro evento, no mês de abril e maio, a espécies já estavam se recuperando do branqueamento. Neste ano, a gente teve o aumento um pouco mais de 31º C e foi só no mês de junho que iniciou o branqueamento. As espécies passaram mais de 6 meses com essa temperatura alta, em especial o coral de fogo que foi mais sensível", comentou Flávia.
De acordo com a coordenadora, a espécie do coral de fogo foi a mais atingida porque fica mais perto da superfície e recebe mais incidência solar. Por ser uma espécie galhada, vários organismos vão buscar proteção e alimentação, mas com a morte do recife, toda uma cadeia de animais marinhos pode ficar comprometida.
Ainda segundo os pesquisadores, o coral de fogo é uma espécie que tem uma grande capacidade de se regenerar. Caso as condições climáticas se tornem favoráveis, o coral pode voltar a crescer e dominar as regiões do recife onde ele habitava.

Fonte: G1

Novidades

Com a chegada do inverno, jacarés mudam comportamento no Parque Chico Mendes

25/06/2026

A mudança das estações provoca transformações não apenas na paisagem, mas também no comportamento da...

Expedição encontra traços de cocaína, cafeína e agrotóxicos na nascente do Tietê

25/06/2026

Uma expedição pelo rio Tietê encontrou traços de agrotóxicos, cocaína e cafeína já nos arredores da ...

Elefanta Baby é transferida para santuário em MT após ordem da Justiça

25/06/2026

A elefanta asiática Baby chegou no último sábado (20) ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada d...

O voo da virada: como o canário símbolo da Seleção superou a extinção

25/06/2026

Durante a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira volta a ser chamada de “Seleção Canarinho” por torcedo...

Copa de 2026 pode ser a mais poluente da história, com 7,8 milhões de toneladas de CO₂

25/06/2026

Uma coisa que quase ninguém está falando é sobre o impacto desta Copa do Mundo para o meio ambiente....

Guterres propõe 7 passos para enfrentar as “duas crises” globais

25/06/2026

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou um forte apelo à ação climática duran...