
17/01/2019
A cidade de Eldorado, no interior de São Paulo, registrou uma morte com suspeita de febre amarela desde o início do mês, além da morte de pelo menos quatro macacos, um sinal de transmissão do vírus, segundo o Departamento de Saúde da cidade. De acordo com o departamento, o número pode ser maior em razão da falta de notificação.
Segundo a prefeitura da cidade, nas últimas semanas, habitantes do munciípio tem relatado mortes dos animais em diversos pontos de Eldorado, mas ainda não foi possível realizar a coleta de material para diagnóstico da causa da morte em razão do avançado estado de decomposição dos macacos.
Desde o início do ano, duas pessoas morreram com suspeita de febre amarela. Uma delas, no bairro Sapatú, era um trabalhador rural e foi registrado com sintomas típicos da doença.
A Prefeitura iniciou nesta segunda-feira a coleta de mosquitos no município para a pesquisa da doença. O Departamento Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária da cidade também tem orientado os habitantes que não tomaram a vacina a procurarem os postos de saúde.
Em nota, a Secretaria de Saúde não se posicionou sobre os casos de Eldorado, ainda não confirmados, mas alertou a população e os visitantes do Vale do Ribeira a se vacinarem contra a febre amarela.
A vacina deve ser tomada dez dias antes de viagens ou deslocamentos a áreas de mata. Segundo a Secretaria, as ações de imunização na região tem ocorrido desde o início de 2018 e a cobertura vacinal é de 66% até o momento. Todo o território paulista tem recomendação da vacina.
Até 3 de dezembro, o Estado teve 503 casos de febre amarela silvestre e 176 deles evoluíram para óbitos, segundo a Secretaria de Saúde.
Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942: os casos urbanos são de pessoas infectadas fora da cidade.
Fonte: O Globo
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