
08/11/2018
Três anos depois do desastre ambiental no Rio Doce, o maior da história do país, a lama não interferiu na quantidade de tartarugas que vão à Praia de Regência, na Foz do Rio Doce, no Espírito Santo, fazer a desova. O número de ninhos está elevado, se comparar com anos anteriores.
A Praia de Regência é um dos principais pontos de desoba de tartaruga do país. No local, o Projeto Tamar tem uma base de estudos e preservação.
Há três anos, a situação no local foi um desespero. A lama de rejeitos da Samarco atingiu Regência em novembro, auge da temporada de desova.
Em 2015, os biólogos do projeto tiveram que interferir na desova para tentar salvar os animais que estavam nascendo. Os filhotes e os ovos foram levados para mais de 20 km ao Sul da Praia de Regência, onde a lama ainda não tinha chegado.
A intenção foi evitar que, pelo menos, o primeiro contato dos animais fosse com uma água contaminada. Mas os biólogos sabiam que as tartarugas de alguma foram iriam nadar na água com lama de rejeitos de minério.
Agora, em 2018, é o começo de mais uma temporada de desova. Como a desova acontece à noite, os biólogos percorrem 37 quilômetros de praia, monitorando os animais.
Na escuridão, somente o farol dos veículos ilumina a praia. E só mesmo o olhar treinado da bióloga para achar a tartaruga. "A gente vai buscando pelo rastro que ela deixa na areia, que, por mais que esteja escuro, o rastro se destaca", falou.
Cada tartaruga coloca em média 120 ovos. As tartarugas marinhas seguem um intervalo de dois a três anos para desovar.
A matéria pode ser lida no G1
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