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Expedição descobre corais dentro de área destinada à exploração de petróleo na costa do Amapá

19/04/2018

Em nova expedição pelos corais descobertos nos últimos anos na foz do rio Amazonas, no Norte do Amapá, a ONG Greenpeace identificou a presença de recifes dentro da área delimitada para exploração de petróleo pela empresa francesa Total. Com isso, a organização cobra que a licença para atuação na região seja negada pelo governo brasileiro.
É a primeira vez que os recifes de corais, únicos no mundo, são identificados no Oceano Atlântico dentro de um dos blocos da empresa, que aguarda a liberação para atuar nos estudos na região. O Greenpeace fez a descoberta dentro dos blocos no início de abril durante atuação de pesquisadores à bordo do navio Esperanza.
"Agora que sabemos que os Corais da Amazônia se sobrepõem ao perímetro dos blocos da Total, não há outra opção para o governo brasileiro que não negar a licença da empresa para explorar petróleo na região", declarou Thiago Almeida, especialista do Greenpeace em Energia.
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) informou que não recebeu oficialmente comunicação do Greenpeace sobre a descoberta, e que teve conhecimento pela imprensa. Porém, o processo está em análise pela Diretoria de Licenciamento Ambiental.
Para a agência DW Brasil, reproduzida pelo G1, a Total não respondeu se sabia da existência dos corais sobre a região que pretende explorar e se manifestou por meio de nota.
"A Total respondeu, em janeiro, ao último parecer técnico do Ibama em relação ao Estudo de Impacto Ambiental da atividade de perfuração que a empresa prevê realizar nos blocos que opera na Foz do Amazonas. A empresa no momento aguarda um posicionamento do órgão, no âmbito do processo de licenciamento ambiental que está em curso".
O processo de licenciamento para exploração de petróleo no local pela francesa Total e a britânica BP estão em suas etapas finais. O Ibama informou que o processo conduzido pela Total está em estágio mais próximo de decisão. Em agosto de 2017, os estudos de impacto da petroleira foram negados pelo Ibama, que emitiu recomendações.
Os blocos para exploração foram adquiridos em 2013 ao valor de R$ 802 milhões, num leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Estima-se que a região da Bacia da Foz do Amazonas armazene até 14 bilhões de barris de petróleo.

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