UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
A água-viva imortal que pode inspirar tratamentos para doenças ligadas ao envelhecimento

27/10/2026

A minúscula e translúcida água-viva Turritopsis dohrnii é surpreendentemente difícil de matar.
A bióloga marinha Maria Miglietta, da Universidade A&M do Texas em Galveston, nos Estados Unidos, cortou, ferveu, deixou passar fome, sobrecarregou seus tanques com sal e as jogou em água doce. Mas as sofisticadas criaturas parecem desafiar a morte permanentemente.
Quando estão sob pressão, elas interrompem seu caminho e caem até o fundo do tanque. Em seguida, acontece algo impressionante: os animais se transformam em bolas de células, sem nenhuma semelhança com o formato de guarda-chuva com tentáculos da água-viva adulta, conhecida como medusa.
Em questão de um a três dias, surge dessa bola de células uma estrutura chamada pólipo, um estágio de vida inicial da água-viva. Ele cresce para se transformar em uma colônia, que, eventualmente, irá gerar novas medusas.
"De uma água-viva que não morre, você consegue esta colônia que pode formar centenas de outras", explica Miglietta.
E cada uma dessas novas águas-vivas, em princípio, pode rejuvenescer da mesma forma, exibindo uma capacidade aparentemente infinita de retomar sua juventude.
Miglietta e outros cientistas estudam os processos moleculares e genéticos que possibilitam que a Turritopsis dohrnii desafie a morte. Mas, ao desvendar estes segredos, os cientistas esperam, um dia, verificar se elas podem ativar processos similares em seres humanos.
O objetivo não é transformar idosos em bebês, como no filme O Curioso Caso de Benjamin Button (2008). Esta ideia permanece apenas no campo da ficção científica.
Os cientistas pretendem transformar células e tecidos em seus estados mais jovens, para curar feridas e tratar de doenças relativas ao envelhecimento.
"O santo graal deste tipo de desenvolvimento, eu acho, seria a biologia regenerativa: tentar reverter a degeneração ou degradação relativa ao envelhecimento", explica o oncologista pediatra Michael Koldobskiy, físico e cientista da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
"Estamos muito longe de aproveitar isso para benefício humano, mas acredito que conhecer os organismos que evoluíram estes processos milhões de anos atrás possivelmente poderá valer a pena", segundo ele.
Os talentos regenerativos da Turritopsis dohrnii foram relatados pela primeira vez em 1992, por um cientista italiano que mantinha os animais em laboratório e se esqueceu de alimentá-los por um fim de semana.
Ele esperava encontrá-las mortas quando retornasse. Mas, "em vez disso, ele encontrou novos pólipos no recipiente", segundo Miglietta.
Pouco tempo depois, o biólogo Stefano Piraino, da Universidade de Salento, na Itália, começou a se interessar em descobrir o que possibilitou aquela façanha de rejuvenescimento.
À medida que os embriões se desenvolvem, as chamadas células-tronco se multiplicam e se transformam nas células nervosas, musculares e diversos outros tipos celulares que compõem o corpo dos animais. Normalmente, elas param naquele tipo de célula específica, até que envelhecem e morrem.

Conclua esta leitura clicando no g1

Novidades

PF desarticula quadrilha de tráfico de ovos de papagaios em investigação que começou com prisão de mulher no Galeão ano passado

03/11/2026

Dois homens foram presos na Espanha por suspeita de chefiarem um esquema de tráfico internacional de...

Pescadores se mobilizam e salvam raia gigante presa em rede de pesca em Arraial do Cabo: ´Foi embora, solta e com vida´; VÍDEO

03/11/2026

Pescadores de Arraial do Cabo se mobilizaram para devolver uma raia gigante ao mar nesta quinta-feir...

16ª Virada Sustentável ocupa São Paulo de 5 a 8 de novembro

03/11/2026

Entre os dias 5 e 8 de novembro de 2026, a cidade de São Paulo receberá a 16ª edição da Virada Suste...

Incêndio de grandes proporções em Alter do Chão (PA) é controlado; bombeiros e brigadistas combatem novos focos

03/11/2026

Bombeiros militares, brigadistas voluntários e indígenas locais, da etnia borari, seguem atuando nes...

Fibras de carpete descartadas tornam concreto mais resistente

03/11/2026

Pesquisadores da Universidade RMIT, em Melbourne, na Austrália, desenvolveram uma técnica que incorp...