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Los Angeles estuda reduzir palmeiras símbolo da cidade por risco crescente de incêndios

03/04/2025

É uma instituição imponente de Los Angeles. Como o Empire State Building em Nova York ou a Space Needle em Seattle.
A palmeira é mais Hollywood do que o letreiro de Hollywood. Uma estrela com mais poder de permanência do que qualquer ator gravado na Calçada da Fama de Hollywood. Ver aquelas folhas verdes acenando enquanto você se desloca pelo trânsito na rodovia 105 te faz saber que chegou em Los Angeles.
Mas depois que muitas dessas árvores altas e majestosas ajudaram a alimentar os incêndios históricos que devastaram o sul da Califórnia no início deste ano —queimando mais de 16 mil estruturas e matando pelo menos 29 pessoas— alguns estão sugerindo que o ícone oferece pouca sombra e é um risco de incêndio muito grande para uma região onde as temperaturas aumentaram mais rápido do que na maior parte do resto do mundo.
"Não acho que precisamos erradicar completamente as palmeiras de nossas cidades", disse Bryan Vejar, um mestre arborista da TreePeople, uma das principais organizações de plantio de árvores em Los Angeles.
"Mas quando falamos sobre o valor funcional que as árvores nos dão", acrescentou, "simplesmente não faz sentido plantar essas espécies em massa."
Nenhuma espécie de palmeira é nativa de Los Angeles. Na verdade, antes do desenvolvimento urbano, grande parte da Bacia de Los Angeles era composta por matagal e pastagem sem grandes árvores.
As palmeiras tiveram sua primeira grande oportunidade em LA. no século 18, quando missionários espanhóis trouxeram com eles palmeiras-datileiras (tamareiras) —não tanto para comer o fruto, mas para usar as folhas em serviços religiosos, especialmente no Domingo de Ramos.
Mais tarde, colonos que se dirigiam para o oeste pegaram as sementes de outra espécie do deserto, a palmeira-leque da Califórnia, e as plantaram em Los Angeles. No final dos anos 1800, desenvolvedores de terras usaram palmeiras para atrair americanos para o oeste e vender o sul da Califórnia como uma terra de sol.
"Eles estavam promovendo isso para os habitantes do leste cobertos de neve como, ´Ei, olhe para este ótimo clima´", disse Donald Hodel, um especialista em palmeiras e horticultor aposentado da Universidade da Califórnia. "Este é o lugar onde você quer estar."
A Grande Depressão consolidou a palmeira como um emblema de LA. A cidade de Los Angeles colocou hordas de seus cidadãos desempregados de volta ao trabalho plantando milhares de palmeiras, incluindo a imponente palmeira-leque mexicana da Baja California, no México, como parte de uma campanha de embelezamento antes das Olimpíadas de 1932.
Hoje, a cidade mantém cerca de 100 mil palmeiras que margeiam ruas e povoam parques, de acordo com o Departamento de Obras Públicas da cidade. Mas à medida que a Califórnia enfrenta temperaturas crescentes e incêndios mais intensos, muitos residentes dizem que as árvores não são adequadas para seu futuro mais quente.
Para os críticos das palmeiras, seus troncos altos atuam como uma "escada de combustível", permitindo que as chamas subam alto no ar. Suas saias de folhas marrons e secas que se acumulam no alto sob as folhas verdes à medida que a árvore envelhece podem superalimentar incêndios e agir como uma "luva de apanhador" para brasas que chegam, disse Nick Jensen, diretor do programa de conservação da Sociedade de Plantas Nativas da Califórnia.
Uma vez que uma palmeira alta está em chamas, é difícil para os bombeiros apagá-la. Essas folhas flamejantes e elevadas podem, por sua vez, lançar brasas para longe, provocando mais incêndios e dificultando o controle das conflagrações.
O risco de incêndio das palmeiras pode ser reduzido quando essas saias de folhas mortas são podadas. Mas "uma vez que ficam altas", disse Jensen, "são difíceis de manter."

Conclua a leitura desta reportagem clicando na Folha de S. Paulo

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