
03/04/2025
Um estudo recente, atualmente em revisão, aponta que a goma de mascar pode ser uma fonte de microplásticos. De acordo com a pesquisa, a mastigação do chiclete pode liberar milhares dessas partículas na saliva que, ao logo do tempo, são ingeridas e talvez causem algum dano.
“Nosso objetivo não é alarmar ninguém”, afirmou Sanjay Mohanty, pesquisador principal do estudo e professor de engenharia na Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA). “Os cientistas não sabem se os microplásticos são perigosos para nós ou não. Não há testes em humanos. Mas sabemos que somos expostos a plásticos na vida cotidiana, e é isso que queríamos examinar aqui.”
Para a pesquisa, os cientistas analisaram cinco marcas de chicletes naturais e cinco opções sintéticas para avaliar a liberação de microplásticos. Enquanto as versões sintéticas utilizam polímeros de borracha à base de petróleo, as naturais são compostas por polímeros de origem vegetal, extraídos, geralmente, da seiva de árvores.
“Nossa hipótese inicial era que as gomas sintéticas teriam muito mais microplásticos porque a base é um tipo de plástico”, explicou Lisa Lowe, estudante de pós-graduação da UCLA, que apresentou a pesquisa na reunião de primavera da American Chemical Society.
Os experimentos incluíram a mastigação de amostras de chiclete por quatro minutos, com a coleta de saliva a cada 30 segundos, além de ter sido feito um segundo teste, no qual amostras foram retiradas ao longo de 20 minutos. Os cientistas verificaram que, independentemente do tipo, as gomas liberavam quantidades similares de microplásticos na saliva, geralmente nos primeiros dois minutos de mastigação.
Ambas as versões continham os mesmos tipos de polímeros, principalmente poliolefinas, grupo que inclui plásticos como polietileno (PE) e polipropileno (PP), conforme relatado pela American Chemical Society. Os pesquisadores constataram que, em média, 100 microplásticos eram liberados na saliva para cada grama de goma. Algumas amostras chegaram a liberar até 637 microplásticos por grama. Considerando que um pedaço de chiclete pesa entre 2 e 6 gramas, um único pedaço pode liberar até 3.000 microplásticos, e quem tem o hábito de mascar chiclete frequentemente pode adicionar até 10.000 microplásticos por ano.
Segundo a Reuters, estima-se que as pessoas ingerem cerca de 5 gramas de microplásticos por semana, a nova pesquisa sugere que o chiclete pode ser uma fonte adicional dessas partículas.
Para reduzir a exposição, os pesquisadores recomendam mastigar o mesmo chiclete por mais tempo em vez de trocar por novos constantemente, pois 94% dos microplásticos foram liberados no começo da mastigação.
Além disso, o estudo alerta sobre os impactos ambientais do descarte inadequado do chiclete. Quando jogado no meio ambiente, ele pode continuar liberando microplásticos e se tornar um poluente.
“O plástico liberado na saliva é uma pequena fração do plástico que está na goma de mascar”, destacou Mohanty. “Então, esteja atento ao meio ambiente e não o jogue fora ou grude-o em uma parede.”
Fonte: CicloVivo

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