
06/08/2024
Câmeras instaladas em torres no topo das montanhas são fundamentais para detectar o perigo. Foi o que aconteceu esta semana, quando o fogo chegou à Serra do Amolar, o paraíso desconhecido e intocado do Pantanal.
Uma dessas câmeras registrou o primeiro foco exatamente onde o Globo Repórter iniciou a Travessia Guadakan, que dá entrada à serra. Graças ao sistema de monitoramento, as equipes de brigadistas foram acionadas rapidamente para iniciar o combate.
Os equipamentos giram 360 graus e são capazes de monitorar uma área de 400 mil hectares, o equivalente a quase três cidades de São Paulo. As imagens são transmitidas em tempo real para um sistema que usa inteligência artificial para identificar os focos.
O algoritmo é treinado para identificar o menor sinal de fumaça.
“Uma das vantagens do sistema é justamente a velocidade que ele detecta. Comparado a sistemas anteriores, que usavam satélites e levavam três horas para detectar, o fogo já se espalhou, está incontrolável e não tem muito o que fazer", diz Igor Pinho Souza, analista de tecnologia do Homem Pantaneiro.
Assista ao vídeo clicando no g1
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