
16/07/2024
Viajar para contemplar o céu e as estrelas é uma das tendências apontadas peloo MTur (Ministério do Turismo) para este ano. O astroturismo, como é conhecido, tem tudo para crescer dentro de parques ecológicos espalhados pelo Brasil.
A aposta tem como base relatórios e pesquisas do setor, cujos resultados estão na 5ª edição da revista eletrônica “Tendências do Turismo”, que apresenta comportamentos do turista brasileiro e os destinos que estão em alta.
Outra tendência é conciliar uma viagem de trabalho com o lazer: o conceito bleisure (neologismo formado por business ‘negócio’ e leisure ‘lazer’) já está rendendo novas relações e promovendo ambientes mais felizes nas empresas. Na prática, as empresas permitem aos seus funcionários uma agenda menos rígida quando estão viajando a trabalho. O objetivo é que a pessoa tenha tempo para turistar após ou entre os compromissos.
Há ainda o nomadismo digital – o país se tornou um dos principais destinos de pessoas do mundo inteiro que podem trabalhar remotamente. Só nos dois primeiros meses deste ano foram analisados mais de 120 pedidos de residência com base em uma resolução do Conselho Nacional de Imigração, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que concede o visto para este fim no país.
Já imaginou tomar um banho de estrelas, ou poder analisar em silêncio a imensidão do céu e saber mais sobre astronomia? Este tipo de experiência é possível por meio do astroturismo. Este nicho é para aquele turista que busca lugares sem poluição e engarrafamentos.
O segmento é uma experiência com tradição milenar. Segundo o astrônomo Daniel Mello, que é coordenador do projeto “Astroturismo nos Parques Brasileiros”, este tipo de observação deve ser feita em ambientes longe das luzes das cidades. “O astroturismo pode ocorrer em observatórios, planetários, centros e museus de astronomia, ou mesmo em pousadas, hotéis, parques, reservas e unidades de conservação da natureza”, explica.
Mello destaca que esse tipo de turismo surgiu por conta da busca pelo contato com a natureza através de novas experiências e também pelo processo de conscientização sobre a necessidade de preservação e valorização do céu estrelado como patrimônio da humanidade.
“Repleto de simbologia, cultura, mitologia e de vital importância para o desenvolvimento das civilizações, o céu noturno tem captado a atenção das pessoas para além do interesse da ciência. Dessa forma, o crescimento recente do astroturismo está intrinsecamente relacionado à necessidade do resgate do contato do homem com o céu noturno, inviabilizado com o uso excessivo da iluminação artificial nas cidades”, afirma o astrólogo.
O especialista enumera alguns parques brasileiros que já oferecem o astroturismo, são eles: os Parques Nacionais das Emas e o da Chapada dos Veadeiros, ambos em Goiás, o da Serra da Canastra e o da Serra do Brigadeiro, em Minas Gerais, os Lençóis Maranhenses (MA) e a Chapada Diamantina (BA).
No estado do Rio de Janeiro, o astroturismo já acontece nos parques do Itatiaia, dos Três Picos, da Serra da Tiririca, da Lagoa do Açu e no do Desengano, que possui o primeiro parque de Céu Escuro da América Latina, certificado internacionalmente pela Dark Sky International.
Fonte: CicloVivo
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