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Ação na África do Sul gera 7 princípios para criar áreas verdes urbanas

25/06/2024

Na África do Sul, a desigualdade social é imensa. E com ela vem também a desigualdade de acesso a áreas verdes, mais saudáveis e necessárias para a qualidade de vida e bem-estar da população. Diversos estudos comprovam os benefícios que espaços naturais trazem para a saúde mental e física, além de ajudarem a evitar e mitigar eventos climáticos.
Para trazer mais verde aos centros urbanos, a Heineken tem iniciativas nos países onde está presente. No Brasil, a plataforma Green Your City tem como meta a implantação de florestas urbanas. Na África do Sul, a marca se uniu a parceiros, como a Greenpop, para implementar áreas verdes e ajudar criar espaços comunitários vibrantes, inclusivos e sustentáveis.
“Na África do Sul, os espaços verdes urbanos não são apenas comodidades; são catalisadores vitais para a coesão social e o desenvolvimento económico”, afirma Bhavna Mistry, gerente de marca da Heineken. “Experimentamos em primeira mão a necessidade de espaços verdes, bem como as oportunidades que estes espaços apresentam. Repletos de plantas nativas e estruturas úteis, estes pulmões verdes proporcionam espaços de reunião valiosos e inspiradores para os membros da comunidade.”
A experiência da Heineken e da Greenpop na África do Sul revela os efeitos positivos que a natureza tem na vida de quem está em centros urbanos. A parceria gerou também uma série de reflexões e ensinamentos que merecem ser compartilhados.
“A colaboração é a pedra angular do desenvolvimento comunitário eficaz. Trabalhando juntos, podemos criar espaços que reflitam verdadeiramente as necessidades e aspirações das pessoas que atendem nas comunidades subdesenvolvidas”, ensina Chris Nash, gerente de projeto de ecologia urbana da Greenpop, organização que já plantou mais de 250 mil árvores no continente africano.
Abaixo, estão os princípios que a organização listou para projetos que têm como objetivo criar áreas verdes nas cidades. Como eles podem servir de inspiração e guia para que isso aconteça em outras partes do mundo, compartilhamos com vocês:

1. Parcerias e colaboração
A colaboração é essencial para a criação de espaços verdes urbanos sustentáveis. Estabelecer parcerias com agências governamentais locais, ONGs, empresas e organizações comunitárias para alavancar recursos, conhecimentos e redes é um passo fundamental. Juntos, os esforços colaborativos podem aumentar a sustentabilidade, o impacto e a viabilidade a longo prazo, promovendo um sentido de responsabilidade coletiva e de investimento no desenvolvimento comunitário.

2. Envolvimento e propriedade da comunidade
Envolva os residentes no processo de design para garantir que o espaço reflita as suas necessidades e aspirações. Capacite-os para que se apropriem dos espaços verdes através da tomada de decisões participativas e do envolvimento contínuo na manutenção.

3. Multifuncionalidade
Projetar espaços verdes que sirvam múltiplas finalidades, como hortas comunitárias que fornecem produtos frescos, áreas recreativas para esporte e lazer, e espaços de convívio para reuniões, eventos e convívio. Isto maximiza a utilidade e garante que o espaço permaneça relevante para as diversas necessidades da comunidade.

4. Acessibilidade e inclusão
Garantir que o espaço verde seja acessível a todos os membros da comunidade, incluindo pessoas com deficiência. Incorpore princípios de design universal para acomodar diversas faixas etárias, habilidades e origens culturais. Além disso, priorize locais no coração de áreas residenciais para incentivar o uso pela vizinhança e pelos moradores locais.

5. Sustentabilidade e resiliência
Implementar elementos de design ecológicos, como captação de água de chuva, plantas nativas e fontes de energia renováveis, minimizam o impacto ambiental e aumentam a resiliência às alterações climáticas. Promova um senso de gestão ambiental, trazendo a educação ambiental para ampliar as práticas sustentáveis.

6. Expressão artística e cultural
Integrar instalações de arte pública e elementos culturais que celebram o património e a identidade da comunidade é muito importante. As intervenções artísticas podem embelezar o espaço, estimular a criatividade e fomentar o sentimento de orgulho e pertencimento. Além disso, aposte em plantas de espécies tolerantes, com usos tradicionais locais, como um jardim medicinal, não só para conservar a água, mas também para reconectar os residentes com saberes e práticas ancestrais, promovendo a preservação cultural e a sustentabilidade ambiental.

7. Segurança e proteção
Projete espaços verdes tendo a segurança em mente, incorporando iluminação e visibilidade para criar um ambiente acolhedor que desencoraje o crime e comportamentos perigosos. Colabore com autoridades locais e organizações comunitárias para implementar iniciativas e programas de segurança contínuos.

Ao aderir a estes princípios, os espaços verdes urbanos em comunidades negligenciadas – na África do Sul e em outros países – podem se transformar em lugares que promovem o bem-estar, a interação social, o contato com a natureza e, criando centros de mudanças sociais, econômicas e ambientais positivas.
O Projeto Green Zones da Heineken apoia o desenvolvimento sustentável de comunidades com poucos recursos, estabelecendo espaços verdes urbanos acessíveis e inclusivos nas principais cidades sul-africanas. A Fase 1 do projeto Zonas Verdes da Heineken em 2024 verá a construção de 5 Zonas Verdes na Cidade do Cabo, Joanesburgo, Pretória e Durban.
Cada Zona Verde é projetada para atender às necessidades da comunidade local e inclui jardins nativos, gramados, arte de artistas locais e infraestrutura complementar para tornar esses espaços funcionais, acolhedores e bonitos.
A Greenpop foi fundada em 2010 e desde então plantou mais de 250 mil árvores, tornou mais verdes 400 espaços urbanos e inspirou mais de 350 mil cidadãos em toda a África do Sul, Zâmbia, Malawi e Tanzânia.

Fonte: CicloVivo

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