
04/06/2024
Bioma mais biodiverso do Brasil, e também o mais ameaçado, a Mata Atlântica só tem 12,4% de sua área original coberta por florestas maduras e bem conservadas no país, sendo que 76% do total já foi completamente devastado. Além do espaço reduzido, uma característica de suas florestas remanescentes, em especial, tem preocupado os cientistas: o alto nível de fragmentação.
Em toda a Mata Atlântica, que também se estende por partes da Argentina e do Paraguai, 97% dos fragmentos de vegetação são menores que 50 hectares. Para estudiosos como Cézar Borges, analista de conservação sênior do WWF-Brasil, uma fragmentação tão grande tem inúmeros impactos negativos na biodiversidade, mas também nos serviços ecossistêmicos oferecidos pela floresta, no clima, na economia e na vida das 150 milhões de pessoas que habitam o bioma.
“Esse alto nível de fragmentação tem, em primeiro lugar, dois impactos importantes: um deles é a redução da quantidade de floresta, que está pulverizada em áreas muito pequenas. O outro é que essas áreas exíguas são provavelmente floresta de má qualidade ambiental. Dificilmente haverá uma onça ali, como predadores topo de cadeia, ou certas espécies endêmicas, que só existem em algumas regiões da Mata Atlântica”, afirma Borges.
Conectar esses fragmentos por meio da restauração, segundo ele, é urgente para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas da fauna e da flora e manter os serviços ecossistêmicos fornecidos pela floresta.
Conclua a leitura clicando no CicloVivo
Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas
29/09/2026
VÍDEO: terremoto desperta vulcão ´adormecido´ há mais de 500 anos, mostra satélite da Nasa
29/09/2026
Semana do Clima: é hora de encarar a necessidade de mudanças
29/09/2026
Elevação do nível do mar destrói casas e apaga praias na Califórnia; o pior está por vir?
29/09/2026
El Niño esvazia ninhos e ameaça colônia de pinguins no Peru
29/09/2026
ONU aprova resolução que pede ações mais contundentes contra elevação do nível do mar
29/09/2026
