
28/05/2024
Você já comeu alga? Paraty, na Costa Verde do RJ, se tornou o maior produtor do protista — alga não é planta! — do Brasil. O Expedição Rio foi conhecer uma “fazenda” e aprendeu que a matéria-prima vai muito além das cozinhas.
“Elas podem ser aplicadas para as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética”, ensina o biólogo Henrique Jabor Farias, da Algamais. “A gente agora está transformando as algas em bioinsumos agrícolas para beneficiar a agroindústria”, destaca.
O gel de alga, por exemplo, é bom para hidratar a pele.
A Algamais fica na Ilha do Algodão, em Paraty-Mirim. Em 8 hectares, 7 balsas flutuantes fixadas no solo marinho servem de base para os ramos se multiplicarem. Cada balsa tem um ciclo de produção de 2 toneladas a cada 2 ou 3 meses. Por ano, a fazenda produz 70 toneladas de algas da espécie Tapaciclus alvaresi.
“A gente tira um pedacinho, que é a muda, e amarra numa corda. Em 60 dias, cresce 10 vezes de tamanho”, acrescenta o biólogo.
Henrique lembra também que as fazendas ajudam a manter o ecossistema. “Como se fosse um recife artificial, começam a incrustar outras algas, animais. Isso atrai outro peixe, que atrai um peixe maior, e por aí vai. Pela cadeia, ajuda a vida marinha.”
Tânia Rosa Ayres abriu um restaurante na Praia de São Gonçalinho e apostou na alga como carro-chefe. Dela saem sucos, vinagretes e tempurás — ou melhor, o tempuralga.
“Em Paraty a gente tem a tradicional Festa do Divino, com barraquinhas, e as de comida japonesa servem o tempurá. Eu já fazia alga frita. Aí surgiu o tempuralga!”, lembra.
O sonho de Tânia é mostrar sua criação para Ana Maria Braga, no “Mais Você”. Acorda, menina!
Quem vê esses troços verdes que parecem folhas boiando nas praias acha que são plantas. Algas até têm características em comum com os vegetais, mas não são plantas. Esses seres vivos são agrupados no Reino Protista, o mesmo dos protozoários, e não o Vegetal.
Há características em comum entre os 2 reinos. Tanto plantas quanto algas verdes têm clorofila, fazem fotossíntese e guardam amido nas células.
Mas uma alga não tem partes especializadas e jamais se desenvolve com flor, folhas, raiz, caule e sistema vascular.
Hoje, as algas se dividem em 7 filos, a partir de características como pigmentos, estrutura celular e habitat, e há cerca de 130 mil espécies catalogadas.
Fonte: g1
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