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Europa perdeu até 10% do gelo nas montanhas dos Alpes em 2023, diz Organização Meteorológica Mundial

25/04/2024

O derretimento das geleiras na Europa atingiu mais um patamar preocupante em 2023. De acordo com o novo relatório climático divulgado nesta segunda-feira (22) pelo observatório europeu Copernicus, em conjunto com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os Alpes perderam cerca de 10% do volume de gelo entre 2022 e 2023.
⛰️⛰️Os Alpes são a cadeia montanhosa mais alta e extensa da Europa. As montanhas se estendem por 1.200 quilômetros e ocupam uma área de cerca de 200.00 km². A cadeia abrange oito países: França, Itália, Suíça, Alemanha, Áustria, Eslovênia, Liechtenstein e Mônaco.
A análise mostra que as altas temperaturas registradas durante o verão europeu, com recorrentes ondas de calor, tiveram um papel fundamental para a perda de gelo glaciar em todo o continente.
Além disso, boa parte da Europa teve menos dias com neve do que a média, o que contribuiu para o menor acúmulo de gelo – principalmente na Europa central e nos Alpes.
Francesca Guglielmo, cientista sênior do Copernicus, explica que o derretimento observado tem duas consequências diretas:
🚰 Hidrológicas: menos água armazenada no solo, refletindo em menos recursos hídricos disponíveis durante o período de degelo do ano (primavera).
⛰️ Físicas: menos cobertura de neve significa que uma superfície mais escura vai ficar exposta à luz solar, absorvendo mais calor do que a neve. Com isso, a temperatura dessas regiões deve passar a ser, em média, mais quente do que em um ano de queda normal de neve.
"Além das consequências climáticas, a falta de acúmulo de neve pode afetar negativamente o setor turístico e, por sua vez, a economia local", complementa Guglielmo.
O relatório também evidencia o impacto das mudanças climáticas de maneira geral no clima europeu e na saúde da população.
👉 Entre os principais destaques do documento estão:
* Registro de temperaturas recordes na Europa ao longo do ano;
* Aumento da temperatura média dos oceanos que banham o continente europeu;
* Alteração do regime de chuvas e nível dos rios;
* Mudança no clima da região do Ártico, com alta nas temperaturas médias continentais e oceânicas.

Confira mais detalhes sobre cada ponto do relatório no g1

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