
05/03/2024
A geração de resíduos sólidos urbanos no estado do Rio de Janeiro teve um incremento de 363 toneladas por dia em um intervalo de 12 anos. É o que revela um levantamento inédito feito por pesquisadores da Universidade Veiga de Almeida (UVA). O volume adicional produzido representa mais 2,6 estádios do Maracanã preenchidos de lixo do chão ao topo anualmente.
Entre 2010 e 2022, a geração diária de lixo no estado passou de cerca de 16.970 toneladas para 17.333 toneladas, um crescimento de 2,14%. O estudo comparou os dados mais recentes do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com as estatísticas do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Estado do Rio de Janeiro (PERS), lançado em 2013, feito com base no Censo de 2010.
Apesar de ser um percentual pequeno, esse crescimento representa, em números absolutos, um incremento anual de 130.680 toneladas de resíduos a serem gerenciadas pelos municípios do Rio. Para o pesquisador Carlos Eduardo Canejo, professor do Mestrado Profissional em Ciências do Meio Ambiente da UVA e um dos autores do estudo, trata-se de um valor expressivo que precisa ser encarado em três frentes.
“Há impactos do ponto de vista ambiental, em função dos potenciais impactos do descarte inadequado; econômico, devido aos custos com coleta, transporte, destinação final e disposição final dos resíduos; e social, quando percebemos que, apesar dos esforços para redução, reutilização e reciclagem dos resíduos, a sociedade fluminense ainda não conseguiu frear a geração”, explica o especialista.
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