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Imaflora lança curso para meta de Desmatamento Zero na Amazônia

01/02/2024

O Imaflora lançou o edital de inscrições para a primeira formação executiva no Brasil voltada para líderes engajados com a meta do desmatamento zero na Amazônia, em áreas multidisciplinares de atuação, por meio do CACUÍ (Centro de Aprendizagem e Cultura Imaflora). Os módulos do curso serão ministrados por cerca de 30 grandes especialistas do setor público e privado, reconhecidos no Brasil e no mundo por sua atuação direta em programas de combate ao desmatamento.
Intitulada “G DeZ”, a Jornada de Líderes pelo Desmatamento Zero na Amazônia até 2030 acontecerá entre março e outubro de 2024, na modalidade híbrida, para maior acessibilidade e interação. A aula inaugural será realizada por Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), como professora convidada especial.
Os 100 participantes se encontrarão semanalmente em um programa total de 72 horas. A cada duas semanas, haverá também a possibilidade de encontros presenciais, na sede do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), em Piracicaba, interior de São Paulo.
Além de Marina, o curso reúne nomes como como Suely Araújo, Carlos Nobre, Thelma Krug, João Paulo Capobianco, Joenia Wapichana, Ricardo Abramovay, Tasso Azevedo, Rodrigo Agostinho, Ministro Herman de Vasconcellos e Benjamin, Edel Moraes, Brenda Brito e Fábio José Feldmann. Todos possuem formação acadêmica sólida e sobretudo experiência prática reconhecida na liderança de agendas e instituições estratégicas para o alcance do Desmatamento Zero.
Na coordenação pedagógica e também como facilitador, está André Lima, advogado socioambiental, pesquisador sênior associado do Imaflora e atual secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Na avaliação do secretário, o desconhecimento sobre o que é o desmatamento zero e quais as possibilidades para alcançar essa meta é uma realidade mesmo entre profissionais do nicho, da própria agenda agroambiental. “Isso reforça a necessidade de que se ofereçam ferramentas e conhecimentos que incentivem as conexões e busca de soluções articuladas entre os mais diversos atores, dos setores privado e público, e em todas as esferas públicas comprometidos com a agenda do desmatamento zero”, afirma.
Além da excelência teórica e acadêmica dos facilitadores, e da experiência prática sênior de todos os instrutores, a jornada adota uma metodologia de aprendizagem prática e colaborativa, baseada em experiências reais e institucionais em cinco eixos temáticos: Contexto, Jurídico & Legal, Governança, Economia Verde e Monitoramento & Avaliação.
Segundo Solange Kurpiel, coordenadora do CACUÍ, “a capacitação busca criar um ambiente favorável para que pessoas que já atuam em políticas públicas, para a meta do desmatamento zero, possam conversar e trocar estratégias de como acelerar o alcance dessa meta dentro da estrutura pública”, ressalta.
Um dos objetivos do curso é também formar a “ReDeZ”, uma rede independente que conectará e alavancará sinergias entre aproximadamente 1000 líderes até 2030, exclusivamente dedicada ao alcance e manutenção da meta de Desmatamento Zero.
A prioridade na seleção de candidatos é para aqueles que trabalham na linha de frente de ações de controle de desmatamento e degradação florestal. Dentre os públicos prioritários, a formação almeja: lideranças dos poderes executivos e legislativos dos municípios prioritários na Amazônia, dos estados e do governo federal; juízes, promotores, seus respectivos assessores jurídicos e advogados que possam influenciar a legislação e a execução de leis relacionadas ao desmatamento estão dentro do perfil de participantes da formação; profissionais de empresas comprometidas com a redução do desmatamento e o desenvolvimento sustentável na Amazônia; e representações de coalizões, redes, consórcios, organizações ambientalistas e acadêmicas comprometidas com o desmatamento zero na Amazônia.
Com a intenção de realizar um curso com um perfil diverso e plural de participantes, inclusive geograficamente, uma das vantagens destacadas pelos coordenadores é a possibilidade de acompanhamento síncrono e assíncrono, com aulas gravadas e disponibilizadas para os inscritos no curso até dois meses após o encerramento da edição. Além disso, um programa de bolsas de estudo cobrirá integralmente os custos de matrícula de 20 participantes, e parcialmente (50%) para 30 outros. O investimento total do curso por aluno é de R$ 5,3 mil.

Saiba como participar clicando no CicloVivo

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